Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

União Europeia impõe sanções contra o presidente da Síria

Segunda, 23 de Maio de 2011 às 11:00, por: CdB

União Europeia impõe sanções contra o presidente da Síria

Por Justyna Pawlak e David Brunnstrom

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia impôs sanções ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e outros altos membros do seu governo na segunda-feira, aumentando a pressão sobre a Síria para pôr um fim a semanas de violência contra manifestantes.

Os ministros da UE concordaram, em uma reunião em Bruxelas, com a expansão das restrições contra a Síria, acrescentando Assad e outros nove integrantes do governo na lista das pessoas proibidas de viajar para a UE e sujeitas a congelamento de bens.

A Síria condenou as sanções, dizendo que sua intenção seria "uma clara e flagrante interferência nos assuntos internos da Síria e uma tentativa de desestabilizar sua segurança", disse uma fonte oficial à agência de notícias Sana.

O ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al-Moualem, afirmou que as sanções "vão prejudicar os interesses da Síria, assim como os interesses da Europa, e que a Síria não ficará calada sobre esta medida".

Ele acrescentou que o país espera por mais medidas, mas não uma ação militar contra a Síria.

A iniciativa da UE se segue às sanções contra 13 dos principais aliados de Assad e a um embargo de armas, imposto no início de maio, em resposta à repressão dos protestos pela reforma política.

Os 27 ministros de Relações Exteriores disseram em um comunicado que tinham "decidido reforçar as medidas restritivas, com a designação de outras pessoas, incluindo o nível mais alto da liderança".

"A UE está determinada a tomar novas medidas, sem demora, caso a liderança síria opte por não alterar sua atual postura", acrescentaram eles.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, disse que foi necessário ampliar as sanções contra os principais líderes da Síria.

"Se alguém reprime seu próprio povo assim, responde às manifestações pacíficas com força, não pode ficar sem uma resposta da União Europeia", disse ele.

PRESSÃO DOS EUA

Em Londres, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, também pediu que Assad pare com a violência, dizendo que quase 1.000 pessoas morreram. Os Estados Unidos já impuseram sanções contra o presidente sírio.

"Esta crueldade precisa parar e as legítimas aspirações do povo líbio devem ser honradas", afirmou Hillary. "Parem com as mortes, os espancamentos, as prisões e libertem todos os prisioneiros políticos", acrescentou ela.

As forças de segurança sírias mataram 11 pessoas na cidade de Homs, no sábado, durante um funeral de manifestantes mortos que protestaram contra o regime de Assad, disseram testemunhas.

Grupos de direitos humanos estimam que mais de 800 civis foram mortos pelas forças de segurança, na tentativa de reprimir mais de dois meses de protestos populares que se espalharam do sul da Síria para cidades de todo o país.

As autoridades sírias responsabilizam grupos armados, apoiados por islamitas e potências estrangeiras, pela maior parte da violência no país, afirmando que eles também mataram mais de 120 membros das forças de segurança.

(Reportagem adicional de Ilona Wissenbach em Bruxelas e Yara Bayoumy em Beirute)

Reuters

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