União Europeia decide impor sanções contra autoridades sírias
BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia concordou nesta sexta-feira em impor sanções contra 14 autoridades sírias por participarem de uma violenta repressão do governo contra manifestantes, mas o presidente Bashar al-Assad não está na lista.
Depois de uma reunião de embaixadores da UE, o bloco de 27 países disse que iria impor restrições de voo e congelamento de bens contra 14 indivíduos, com medidas que seriam aprovadas oficialmente no início da próxima semana caso não haja objeções de nenhum Estado-membro.
As restrições, que não incluem qualquer medida contra a indústria de petróleo ou as exportações da Síria, serão aprovadas em lei ainda nesta semana, depois que a estrutura legal for elaborada.
A medida ocorre após a decisão da semana da passada de impor um embargo de armas contra a Síria.
"Existe um acordo em princípio", disse uma autoridade da UE sobre o congelamento de bens e restrição a viagens."
"Provavelmente será adotada oficialmente na próxima semana."
Apesar de Assad não estar na lista, existe a possibilidade de ele ser incluído mais tarde, acrescentou a autoridade.
O ministro da Defesa também não está entre os 14 nomes.
Assad, enfrentando seu maior desafio em 11 anos de governo, ordenou a repressão do Exército contra manifestantes que se inspiraram nas revoltas no Oriente Médio e no Norte da África.
Grupos defensores dos direitos humanos dizem que o Exército, as forças de seguranças e atiradores leais a Assad mataram ao menos 560 manifestantes desde o início dos protestos em 18 de março.
Nesta sexta-feira, segundo um ativista de direitos, ao menos 21 pessoas foram mortas em protestos no país.
(Reportagem de Luke Baker, David Brunnstrom e Ilona Wissenbach)
Reuters