Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

União Africana suspende Madagascar por causa de golpe

A União Africana suspendeu na sexta-feira a participação de Madagascar no grupo, na condenação mais forte da comunidade internacional até o momento contra a ascensão de Andry Rajoelina ao poder com apoio do Exército.(Leia Mais)

Sexta, 20 de Março de 2009 às 07:31, por: CdB

A União Africana suspendeu na sexta-feira a participação de Madagascar no grupo, na condenação mais forte da comunidade internacional até o momento contra a ascensão de Andry Rajoelina ao poder com apoio do Exército.

A decisão da UA ecoa críticas da SADC (bloco da África meridional), da União Europeia e dos EUA. As várias semanas de turbulências políticas em Madagascar mataram pelo menos 135 pessoas, devastaram a economia e assustaram investidores estrangeiros.

– O conselho é da opinião de que o que ocorreu em Madagascar entra na definição de mudança inconstitucional de governo – disse o embaixador de Burkina Faso junto à UA, Bruno Nongoma Zidouemba, que preside o Conselho de Paz e Segurança do bloco.

– O conselho portanto decidiu suspender a participação de Madagascar nos corpos e órgãos da UA. – disse.

O presidente Marc Ravalomanana, eleito democraticamente, foi deposto na terça-feira, após semanas de protestos que ganharam adesão dos militares. Zidouemba disse que na prática ocorreu um golpe civil-militar no país insular da costa sudeste da África.

A UA disse que o novo governo tem seis meses para convocar uma eleição, conforme prevê a Constituição malgaxe. O diplomata disse que o bloco africano se reunirá ainda na sexta-feira para discutir a possível adoção de sanções.

Roindefo Monja, primeiro-ministro no governo provisório de Rajoelina, disse à Reuters que o novo governo vai se defender perante a UA e a comunidade internacional.

– O que eles podem dizer a respeito de uma luta por liberdade e democracia? Que crime foi cometido? – disse ele por telefone.

– Vamos explicar nossa causa ao mundo todo (...). O povo exigiu liberdade, e os militares acudiram o movimento popular, mas não tomaram o poder (....). Estamos confiantes de que a comunidade internacional irá entender – explicou.

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