Diretora-geral, Irina Bokova, disse que é importante resguardar o patrimônio cultural e o respeito à liberdade de expressão no país.
Museu Egípcio do Cairo
Anelise Borges, da Rádio ONU em Paris.
A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, lançou hoje um apelo ao governo do Egito e aos cidadãos do país pela proteção dos bens culturais em meio aos protests contra o governo.
Irina Bokova lamentou as mortes ocorridas durante as manifestações, que entraram pelo oitavo dia, nesta terça-feira. Bokova disse que sua compaixão era primeiro endereçada às vítimas e famílias.
Herança cultural
Num comunicado, ela pediu a proteção do patrimônio cultural egípcio, símbolo da identidade do país, e ao respeito à liberdade de expressão, pilar da democracia.
Para Irina Bokova, "a herança cultural egípcia, seus monumentos e obras de arte, fazem parte da herança ancestral da humanidade." Segundo ela, "o valor das 120 mil peças no Museu Egípcio do Cairo é inestimável, não só em termos científicos ou financeiros, mas porque representam a identidade cultural do povo egípcio."
Equipamentos
A diretora da Unesco se mostrou comovida ao ver centenas de pessoas formando uma corrente ao redor do museu para protegê-lo. Ela disse que a interrupção da internet no país é preocupante.
Segundo agências de notícias, desde o início dos protestos, vários jornalistas foram presos e tiveram seus equipamentos confiscados. Algumas empresas de comunicação foram suspensas.
A diretora da Unesco afirmou que impedir a mídia de fazer o seu trabalho não vai restaurar a calma ou criar as condições necessárias para um diálogo construtivo.