Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Unam-se à Campanha de Apoio ao Haiti. Fora Minustah!

Sexta, 23 de Setembro de 2011 às 12:05, por: CdB

Tradução: ADITAL

Some a assinatura de sua organização à Carta ao Secretário Geral da ONU e estados membros (espanhol), antes de 30 de setembro.

Participem na Jornada mundial de Solidaridad con el Pueblo haitiano, no dia 5 de outubro.

Mais informação (espanhol)

CONFIRME A ADESÃO DE SUA ORGANIZAÇÃO ANTES DE 30/09/2011 para: haiti.no.minustah@gmail.com

Ao Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon

Aos governos dos Estados integrantes do Conselho de Segurança e da Minustah

À comunidade internacional e à opinião pública em geral

Recebam nossa saudação,

É surpreendente e humilhante assinalar que o "Haiti é uma ameaça para a Paz e a Segurança Mundial”, como o faz o Conselho de Segurança da ONU, ano após ano, ao ratificar a presença nesse país de uma missão militar-policial chamada ‘de estabilização', a Minustah.

Afirmação que esconde a impunidade das grandes potências e a hipocrisia que lhes permite intervir militar, política e economicamente no Haiti, aproveitando também as prestações de outros.

Essa intervenção é um laboratório de novas formas de dominação e de controle popular; uma verdadeira ameaça.

Durante anos, a intervenção de tropas estrangeiras -sejam dos Estados Unidos, da França, outros poderes, ou agora a Minustah-, não melhorou a vida do povo haitiano. Pelo contrário, sua presença atenta contra a soberania e a dignidade desse povo e assegura um processo de recolonização econômica dirigido, agora, por um virtual governo paralelo –A Comissão Interina de Reconstrução do Haiti- cujos planos respondem mais aos prestamistas e empresários do que aos direitos das/os haitianos.

Se isso não fosse suficiente, essa presença interventora usurpa diretamente 800 milhões de dólares por ano (equivalentes a quase a metade do orçamento anual do Haiti) de recursos que o povo necessita para ter saúde, educação, habitação, água e saneamento básico, soberania alimentar e a geração de empregos. E, pior ainda, a Minustah vem adicionando um verdadeiro prontuário criminal: abusa e violenta as mulheres e jovens e mata. Mata com balas quando o povo resiste à fome e mata com cólera: 5.00 haitianos, mulheres e homens, mortos pela enfermidade introduzida pela Minustah. Já basta!

Exigimos a retirada imediata das tropas e a não renovação do mandato da Minustah

O Conselho de Segurança da ONU tentará a renovação da Minustah antes de 15 de outubro e alguns governos já começaram a propor a necessidade de mudanças. A defesa do povo haitiano, da paz e da segurança mundial exigem uma decisão de fundo que deveria garantir a não intervenção de qualquer presença militar ou policial estrangeira, bem como a sanção e a reparação dos crimes cometidos.

Exortamos também aos Estados e aos organismos envolvidos que revejam com urgência as políticas de cooperação regional e internacional com o Haiti. Não se trata de solucionar os problemas que afetam a paz e a segurança social desse povo com medidas conjunturais e assistencialistas que aumentam a dependência. O país necessita de mudanças onde o povo haitiano seja o protagonista de sua própria vida e construtor de sua própria história. A presença médica cubana é uma mostra fidedigna de que outra cooperação é possível.

Haiti, precursor e benfeitor das lutas antiescravagistas e anticoloniais em toda a região, renomado pela criatividade de seus artistas e pela força organizativa de seu povo, tem suportado ao longo de sua vida enormes depredações e calamidades. Porém, também tem mostrado sua luta permanente e solidária para construir alternativas frente à injustiça e às adversidades.

É fundamental respeitar seu direito à soberania e à autodeterminação, tirando-lhe de cima as ocupações e as dívidas espúrias, apoiando-o em sua luta contra a impunidade; reconhecendo sua capacidade e restaurando-lhe os meios que, injustamente, lhe foram tirados –a dívida histórica, social, ecológica e financeira devida ao povo haitiano- e que necessita para sua vida e para sua dignidade.

Setembro 2011

PRIMERAS ASSINATURAS: Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel da Paz; Nora Cortiñas, Mãe da Plaza de Mayo Línea Fundadora; Beverly Keene, Coordenadora Internacional Jubileo Sur; Ana Esther Ceceña, Observatorio Latinoamericano de Geopolítica; Jubileo Sur/Américas, Servicio Paz y Justicia en América Latina; Jubileo Sur, Jubileo Sur-Asia y Pacífico Movimiento Deuda y Desarrollo; Diálogo 2000-Argentina; Fundación Servicio Paz y Justicia Argentina, Rede Jubileu Sul Brasil; PACS-Brasil…

JUBILEO SUR/AMERICAS
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Políticas Alternativas para el Cono Sur
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