Ativista homossexual, David Kato, foi morto a marteladas, segundo mídia local; o país africano proíbe relações entre pessoas do mesmo sexo.
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, condenou o assassinato de um ativista gay em Uganda.
Segundo agências de notícias, o professor de escola primária, David Kato, foi morto a pancadas de martelo, nesta quarta-feira. Ele era um dos maiores críticos da Legislação Anti Homossexualidade aprovada pelo país.
Família e Conhecidos
Em nota, o Unaids pediu a Uganda que garanta a segurança dos gays na nação africana.
A lei ugandense proíbe relações entre pessoas do mesmo sexo e estabelece punição para o crime. Pelas regras, relações homossexuais podem levar o infrator a três anos de prisão caso a pessoa deixe de se identificar em 24 horas. Quem se negar a denunciar membros da família, conhecidos ou até mesmo defensores dos direitos dos homossexuais também arrisca ser detido.
O diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé, pediu ao governo de Uganda que investigue a fundo o assassinato de David Kato. O Unaids e vários parceiros internacionais querem o fim da lei contra a homossexualidade.
Em todo o mundo, existem cerca de 80 países que classificam homossexualismo como crime.