19.08.2011
Milton Lourenço (*)
Até o século XX, uma forma que toda grande nação encontrava de ocupar espaço e reafirmar hegemonia era o expansionismo baseado no poderio militar. No século XXI, o expansionismo não foi enterrado, mas, pelo contrário, adquiriu uma nova forma, ou seja, a comercial. Isso significa que qualquer país que, por seu potencial econômico, tenha alguma importância deve claramente ter traçada uma estratégia de expansionismo comercial, sob o risco de ser ultrapassado por aqueles que já têm esse tipo de objetivo definido.
O Brasil, em que pese ter aumentado nos últimos quinze anos o seu comércio internacional, não definiu até hoje uma estratégia de expansionismo comercial, como o fez, por exemplo, a China a partir da década de 1980. A prova é que, embora nos últimos oito anos as exportações tenham triplicado, o País continua a se satisfazer com ínfimo 1% de participação no comércio global, o que é muito pouco. Sem contar que grande parte dos números das exportações é proveniente da venda de commodities - minério de ferro e soja, especialmente - e não de produtos de alto valor agregado.