Uma fatalidade - o desabamento da laje da casa em que morava - fez o país perder neste domingo Antônio Barros de Castro um de seus mais importantes economistas e defensores da indústria brasileira. Barros de Castro, que faleceu aos 73 anos, está sendo velado hoje na capela do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Urca.
Sua morte é uma grande lacuna para o Brasil e para o momento que vivemos. Acadêmico e intelectual orgânico, Barros de Castro atuou na política e exerceu com excelência cargos públicos. Foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre outubro de 1992 e março de 1993, durante o governo Itamar Franco.
Entre 2005 e 2007 esteve na direção de Planejamento do BNDES. Foi consultor especial do ministro da Fazenda, Guido Mantega e, também, do Conselho Empresarial Brasil-China.
Barros de Castro pensava o Brasil
Ele pode ser considerado um dos mentores da nossa doutrina desenvolvimentista e um dos economistas mais importantes deste país, sempre em defesa da nossa indústria e das oportunidades produtivas do Brasil. Professor emérito do Instituto de Economia da UFRJ, ele não apenas estudou, mas formulou e colocou em prática políticas industriais durante sua gestão no BNDES.
Como bem declarou o atual presidente do banco, o economista Luciano Coutinho, "o professor Barros de Castro foi capaz de conciliar uma brilhante carreira acadêmica, tornando-se uma referência no pensamento econômico brasileiro, com o enfrentamento de grandes desafios como homem público. Ele deixa para todos nós um legado de compromisso com o desenvolvimento do Brasil, e sem duvida fará muita falta ao nosso país".
Barros de Castro merece a homenagem de todos os brasileiros. Aos seus familiares e amigos, toda nossa solidariedade neste momento de dor.
Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026
Edições digital e impressa