"Ainda nesta década o Brasil poderá ser a 5ª ou 6ª economia do mundo, superando as diferenças quantitativas com relação à França, à Grã-Bretanha e à aleamanha, e aproximando-se cada vez mais desse patamar do ponto de vista qualitativo".
A previsão é do nosso embaixador na Italia, ex-ministro (da Defesa), José viegas Filho, numa brilhante análise publicada hoje na Folha de S.Paulo sob o título "O futuro, o Brasil e o mundo", na qual ele se remete à história que, observa, muda a cada 30 anos, às potencialidades do Brasil e a um novo cenário que se desenha nas relações internacionais.
"Questões como a mudança do clima, as migrações e os desequilíbrios sociais, a luta contra o terrorismo e a construção de um sistema internacional de tomada de decisões que seja, ao mesmo tempo, mais justo, mais democrático e mais eficaz" pressionarão o mundo e terão de ser resolvidos nos próximos 30 anos, destaca o diplomata.
"Impedir o fracasso do sistema internacional e buscar seu aperfeiçoamento provavelmente estão entre as principais tarefas da próxima geração de políticos e diplomatas", assinala Viegas para quem ´" quase absurdo pensar que a composição do Conselho de Segurança da ONU, que reflete ainda hoje a situação vigente em 1946 (...) permaneça imutável".
Pior, assinala ele, "até hoje as potências principais ainda agem como se suas ações individuais pudessem dar solução aos problemas globais, raciocínio antigo e contraproducente". Por isso e por seu desenvolvimento, conclui JOsé Viegas "é de se prever que o Brasil efetivamente tenha um papel crescente e positivo a desempenhar no seio da comunidade internacional".
Não deixem de ler esta análise do Viegas.
Uma análise da inserção do Brasil no futuro
Sexta, 08 de Abril de 2011 às 11:36, por: CdB