Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Um Segredo de Estado?

Quinta, 09 de Junho de 2011 às 05:40, por: CdB

Por Carlos Monteiro 09/06/2011 às 11:19

"Médico cardiologista brasileiro que desenvolveu nova teoria para a origem do Enfarte do Miocárdio (Teoria Miogênica), conduzindo aos cardiotônicos como remédios anti-enfarte específicos e de resultados surpreendentes pela sua eficácia, com comprovação tanto pela medicina tradicional quanto pela medicina alternativa, foi premiado com o Ernst Edens Traditionspreis em 1975, através da ?Sociedade Internacional de Combate ao Enfarte? sediada em Stuttgart, Alemanha".


O prêmio pag1


O prêmio pag2

Caso o nosso povo tivesse sido informado adequadamente a respeito, muitos seriam afortunados pelos benefícios de uma medicina barata e eficiente e a imensa maioria com mais um motivo para ficar feliz e orgulhosa em ser brasileira!!!

Certamente essa informação não é um Segredo de Estado. Ela representa apenas uma continuada censura do ?Medical Establishment? a algo que interfere nos seus interesses econômicos e políticos. Mas, na prática é um segredo que afeta diretamente os interesses do Estado no que diz respeito à Saúde e Bem Estar do povo Brasileiro.

A tradução para a língua portuguesa.
Da comunicação:
Sr.
Prof. Dr. Q. H. Mesquita
Chefe do Instituto de Angio-Cardiologia
Hospital Matarazzo
São Paulo - Brasil
Prezado Senhor Professor
Certamente não deve conhecer, ainda, a "Internationale Gesselschaft für Infarktbekaempfung" Sociedade Internacional de Combate ao Enfarte do Miocárdio).
Se lhe participarmos, porém, o nosso especial objetivo, perceberá imediatamente, porque nos dirigimos a V.Sa. O Prof. Ernst Edens (falecido em 1944 - Duesseldorf) inaugurou a terapia da Estrofantina antes, durante e após o enfarte, conforme deve ser do conhecimento de V.Sa.. Esta
terapia foi abandonada injustamente, a nosso ver, após a II Guerra Mundial, influenciada pelas escolas anglo-americanas.
Baseados em resultados e trabalhos de Berthold Kern, Wolfgang Rothmund e outros, estamos reanimando, com muito êxito, esta terapia com Estrofantina. Podemos nos basear, também, com prazer, em trabalhos do prof. Manfred v. Ardenne - Dresden, o qual examinou com freqüência o efeito e a cinética da Estrofantina.
Relacionados com os nossos trabalhos neste sentido, tomamos conhecimento dos trabalhos de V.Sa.: "Emprego do cardiotônico no tratamento da angina pectoris e síndrome de enfarte miocárdico iminente" e "Efeitos da Estrofantina K, de uso endovenoso, no tratamento do quadro clínico enfartante e do miocárdio"da Rev. Brasileira de Clínica e Terapêutica, Vol. 2 nº 12, Dez 1973, os quais nos são uma prova convincente para o nosso procedimento.
Com agrado tomamos conhecimento dos trabalhos, tanto mais que nos mesmos foram apontados, forçosamente a nosso ver, os mesmos resultados surpreendentes, principalmente a baixa mortalidade inequívoca.
Nós mesmos não estamos convictos, porém, que este fato está baseado em uma insuficiência local seletiva, mas sim que a particularidade biológica desta situação nas partes internas do ventrículo esquerdo (Innenshichten des linken Ventrikels) são as causas das necroses progressivas que se verificam passo a passo. Detalhes sobre o assunto queira ler na separata
que estamos remetendo junto a esta. Anexamos, também, uma bibliografia dos trabalhos do Prof. Manfred v. Ardenne - Dresden.
Prezado Senhor Professor: Como pode verificar pela nossa narração, os seus trabalhos nos são de tal importância fundamental, de modo que resolvemos conferir-lhe o
Ernst-Edens-Traditionspreis
(Prêmio de Tradição Ernst Edens)
concedido pela primeira vez em Sttutgart em 15 de março de 1975.
O prêmio não é muito alto, porém, de acordo com as circunstâncias de nossa Sociedade (Esperamos que para o futuro possa ser diferente).
Esperamos, porém, termos documentado o suficiente com a concessão deste prêmio e congratulamo-nos com a sua iniciativa, desejando-lhe para o futuro muita felicidade nos seus empreendimentos.
A concessão do prêmio foi comunicada imediatamente aos associados de nossa Sociedade por meio de carta circular. Demais notícias na imprensa especializada e informativa deverão ser publicadas em breve.
Esperamos que futuramente possamos chegar a um contato pessoal, assim como efetuar trabalhos em conjunto e firmamo-nos
Internationale Gessellschaft für Infarktbekaempfung
Dr. med. Heinz H. Schoeffler, wissenschaftl.
Sekretaer der Gesselschaft

Esse extraordinário assunto, que deveria ter sido apregoado por todos com orgulho, em um País carente de ídolos, por razões misteriosas, também não tem despertado o interesse dos meios de comunicação e, assim, tem sido escondido da população brasileira.

No Brasil, a única e efêmera exceção em termos de destaque pela grande imprensa foi a Revista Veja nº 623, de 13 de Agosto de 1980, que em sua matéria principal ?A Defesa do Coração?, colocou: ?Sabe-se que o enfarte vem da necrose de uma parte do miocárdio, músculo interno do coração. Para a maioria dos cardiologistas, ela vem da irrigação insuficiente do tecido, provocada pela obstrução das coronárias. Há pelo menos um cardiologista famoso, o paulista (sic) Quintiliano de Mesquita, que aponta outra origem para o enfarte. ?Na maioria das vezes, a coronária está aberta e ocorre o enfarte. A base inicial não é a coronária que fechou mas o miocárdio que falhou, que se enfraqueceu. Minha proposição terapêutica: o emprego do cardiotônico para fortalecer o coração antes do enfarte.?

Fora o artigo da Revista Veja houve apenas uma pequena nota de José Reis, médico, cientista e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Jornalismo Científico em sua coluna ?Gota a Gota? em 11/01/81 intitulada ?Estrofantina e enfarte ? Na revista alemã ?Bunte? de 10 de abril de 1980, o Dr. Peter Schmidsberger comenta as observações que o Dr. Quintiliano H. de Mesquita vem realizando nos 7 últimos anos em pacientes com enfarte, no Hospital Matarazzo. O Dr. Mesquita utiliza, segundo o noticiarista médico, injeções de estrofantina, método também utilizado pelo médico alemão Rolf Dorhmann. O índice de sobrevivência assinalado no Brasil, segundo as referidas pesquisas do Dr. Mesquita, são ainda mais altos que os do seu colega alemão. Ainda conforme o mencionado artigo, uma ala médica se manifesta contra esse método porque, a partir de trabalhos experimentais, sustenta a existência de efeito nocivo que se manifesta pelo aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio. Mas o Dr. Mesquita observou na prática, não apenas um índice de diminuição da mortalidade mas também redução das complicações posteriores, salientando a revista que se reduz o período doloroso e se atenua a extensão do enfarte?

A história sobre essa fantástica descoberta médica brasileira além de outras contribuições pioneiras feitas pelo médico Quintiliano H. de Mesquita é contada com todos os detalhes no nosso Livro: ?Seguindo os passos de um gênio ? Uma saga na medicina?, o qual tem suas primeiras 10 páginas reproduzidas em  http://www.infarctcombat.org/cm/livro.html

Carlos Monteiro



URL:: http://www.infarctcombat.org/OInstituto/

Tags:
Edições digital e impressa