Infelizmente, o Brasil ainda é machista, desigual em oportunidades entre os gêneros e barbaramente violento com suas mulheres. Os dados da pesquisa "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado" (leiam) divulgados recentemente pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC), revelam que a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no nosso país.
Uma situação inadimissível, que cobre de vergonha os homens brasileiros. Os autores dessa barbárie devem ser denunciados e punidos pela Lei. Vejam que a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) recebeu de janeiro a dezembro de 2010, 734.416 atendimentos, um aumento de 82,8% em relação ao ano de 2009 (269.977). Boa parte, em busca de informações sobre a Lei Maria da Penha, aprovada durante o governo Lula e que criminaliza a violência contra a mulher.
Por uma nova era de mais respeito e igualdade
Já pesquisa da Fundação SEADE/DIEESE, embora revele que está diminuindo a disparidade salarial entre homens e mulheres na região Metropolitana de São Paulo, aponta que esta diferença ainda é alta. As mulheres recebem 63,8% do salário dos homens, apesar de terem aumentado sua participação no mercado de trabalho e melhorarem seu grau de instrução. Aliás, o índice de mulheres com nível superior (53,6%) já supera o de homens (51,3%).
Temos portanto, provas à exaustão de que a luta pela igualdade e pelo respeito às mulheres continua. Felizmente nosso país também mostrou estar preparado para esta mudança ao eleger uma mulher para a Presidência da República.
Que ela desempenhe um mandato, então, que sirva de inspiração para todas as chefes de família, trbalhadoras, profissionais, mães e filhas deste país. Vamos saudar e comemorar a vitória de Dilma Rousseff como o ingresso numa nova era de mais respeito e igualdade.