Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Um pacote para alimentar o sonho de Obama à reeleição

Sexta, 09 de Setembro de 2011 às 08:45, por: CdB

Barack ObamaCustará US$ 447 bi aos cofres públicos norte-americanos - e não US$ 300 bi como anunciado inicialmente - o plano de geração de empregos e estímulo ao crescimento econômico submetido à apreciação do Congresso pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (Partido Democrata).

Com este programa o chefe da Casa Branca sonha acelerar a retomada do crescimento da economia americana, que ainda patina após a crise 2007/2009 com uma taxa de desemprego de 9,1% - e, claro, com sua reeleição no ano que vem. Quando chegou a Casa Branca a 20 de janeiro de 2009, o presidente assumiu o poder com o país em recessão decorrente da crise financeira internacional.

Desde então, os índices econômicos americanos mantém-se emperrados, sem conseguir retomar a rota estável da recuperação. A recessão de 2007 a 2009 durou 18 meses e foi a mais longa nos EUA desde a Grande Depressão dos anos 30 do século passado.

O plano: obras públicas e desonerações


Em seu discurso na noite de ontem o presidente detalhou que pretende reformar mais de 35 mil escolas e que seu plano consiste, principalmente, em aplicações em obras de infraestrutura. Sinalizou, também - ainda que, até agora, não de forma taxativa - que para obter os recursos necessários para viabilizá-lo, ele  poderá aumentar os impostos dos mais ricos.

Obama detalhou,  também, outros itens do seu plano:  estender o seguro-desemprego a um custo de US$ 49 bi; modernizar escolas com gasto de US$ 30 bi; e investir mais US$ 50 bi em obras de infraestutura de transporte. Mas, a maior parte do seu plano consiste mesmo em uma renúncia fiscal de US$ 240 bi, com a redução à metade dos impostos sobre  contratações para empregadores no próximo ano e a de impostos para empregados.

"Vocês deveriam aprovar isto imediatamente", repetiu Obama diversas vezes durante o discurso. Aconselhou, mas também ameaçou: se o plano não for aprovado imediatamente ele vai desencadear uma ofensiva divulgando a responsabilidade dos parlamentares pela rejeição aos "quatro cantos do país".

Vejam abaixo a análise que faço do plano - o post Na terra de Tio Sam um plano tipicamente keynnesiano.


Foto: Pete Souza/Casa Branca

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