Barack ObamaCustará US$ 447 bi aos cofres públicos norte-americanos - e não US$ 300 bi como anunciado inicialmente - o plano de geração de empregos e estímulo ao crescimento econômico submetido à apreciação do Congresso pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (Partido Democrata).
Com este programa o chefe da Casa Branca sonha acelerar a retomada do crescimento da economia americana, que ainda patina após a crise 2007/2009 com uma taxa de desemprego de 9,1% - e, claro, com sua reeleição no ano que vem. Quando chegou a Casa Branca a 20 de janeiro de 2009, o presidente assumiu o poder com o país em recessão decorrente da crise financeira internacional.
Desde então, os índices econômicos americanos mantém-se emperrados, sem conseguir retomar a rota estável da recuperação. A recessão de 2007 a 2009 durou 18 meses e foi a mais longa nos EUA desde a Grande Depressão dos anos 30 do século passado.
O plano: obras públicas e desonerações
Em seu discurso na noite de ontem o presidente detalhou que pretende reformar mais de 35 mil escolas e que seu plano consiste, principalmente, em aplicações em obras de infraestrutura. Sinalizou, também - ainda que, até agora, não de forma taxativa - que para obter os recursos necessários para viabilizá-lo, ele poderá aumentar os impostos dos mais ricos.
Obama detalhou, também, outros itens do seu plano: estender o seguro-desemprego a um custo de US$ 49 bi; modernizar escolas com gasto de US$ 30 bi; e investir mais US$ 50 bi em obras de infraestutura de transporte. Mas, a maior parte do seu plano consiste mesmo em uma renúncia fiscal de US$ 240 bi, com a redução à metade dos impostos sobre contratações para empregadores no próximo ano e a de impostos para empregados.
"Vocês deveriam aprovar isto imediatamente", repetiu Obama diversas vezes durante o discurso. Aconselhou, mas também ameaçou: se o plano não for aprovado imediatamente ele vai desencadear uma ofensiva divulgando a responsabilidade dos parlamentares pela rejeição aos "quatro cantos do país".
Vejam abaixo a análise que faço do plano - o post Na terra de Tio Sam um plano tipicamente keynnesiano.
Foto: Pete Souza/Casa Branca