Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Um novo Hitler para o Iraque e novamente o caso Dr. Kelly

Quarta, 15 de Dezembro de 2004 às 00:20, por: CdB

Na semana em que se completa um ano da prisão de Saddam Hussein, a coalizão anglo-americana está sofrendo pesadas críticas sobre a ocupação do Iraque.

 

Durante sua visita à Londres, o Presidente interino iraquiano, Ghazi al Yawer, criticou o processo de estabilização conduzido pelos EUA e pelo Reino Unido e disse que a falta de segurança pode produzir um "Hitler iraquiano".

 

Ele se referiu à decisão de Washington de acabar em 2003 com o Exército e começar a criar novas forças de segurança a partir do zero no país.

 

Al Yawer comparou o atual ambiente político e social do seu país, com o criado pela derrota da Alemanha e a humilhação dos alemães na Primeira Guerra (1914-18). Segundo ele "a extinção das forças armadas causou um vácuo na segurança interna do país" e isso poderia abrir espaço para que algum líder mais radical assumisse o poder ideológico do país.

 

Na verdade, Al Yawer é um crítico costumas dos "aliados", apesar de tê-los chamado de "amigos e companheiros" durante várias entrevistas que deu à BBC londrina.

 

Ele é sunita e foi uma escolha do Conselho de Governo Iraquiano para o cargo, contra a vontade dos EUA.

 

 

Saiba mais: Diferenças entre sunitas e xiitas

 

 

Para deixar a saia mais justa ainda, estando o Presidente iraquiano na terra dos "amigos ingleses", ele salientou que os aliados precisam reduzir em pouco tempo a sua presença no país, tão logo o governo interino tenha forças de segurança eficientes e que isso não levaria anos, como dizem os comandantes americanos, mas sim,  meses.

 

Há exatamente um ano, quando o ex-ditador foi preso, George Bush chegou a prometer pessoalmente que a violência diminuiria.

 

Aconteceu o contrário.

 

As críticas são fundamentadas nos últimos números divulgados pelo próprio governo norte-americano. Cerca de 550 soldados americanos morreram no primeiro ano após a invasão em março de 2003. Nos nove meses seguintes, o número de mortos foi de quase 750.

 

 

 

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