Rio de Janeiro, 18 de Maio de 2026

Um inverno quente e sexy para o carioca

Após quatro dias de Fashion Rio, o carioca pôde chegar a uma conclusão: será quente o inverno no Rio de Janeiro. Além de um certo brilho nos trajes esportivos, a estação mais fria do ano promete muita sensualidade e não faltarão decotes, transparências e pernas de fora nas novas coleções.

Domingo, 09 de Fevereiro de 2003 às 17:19, por: CdB

Após quatro dias de Fashion Rio, o carioca pôde chegar a uma conclusão: será quente o inverno no Rio de Janeiro. Além de um certo brilho nos trajes esportivos, a estação mais fria do ano promete muita sensualidade e não faltarão decotes, transparências e pernas de fora nas novas coleções. Se as apostas dos estilistas se confirmarem, o verde e o marrom devem se destacar. Confirmando a tendência apontada por grifes como Tessuti, Permanente, Mariazinha e Lei Básico, o último dia de Fashion Rio reuniu jogos de transparência fortes em quase todas as coleções. O encerramento da semana de moda no Rio trouxe o glamour dos anos 50 e 60 para o inverno carioca de 2003. A ex-manequim da Channel Vera Barreto Leite de 65 anos, guiou a viagem ao passado no desfile de Frankie Amauri e Jorginho Guinle. Vera foi destaque na coleção de couro de Amauri que mira na nova geração de consumidoras da moda que alimenta os armários das senhoras. Luiza Macier, da À Colecionadora, mostrou modelos lúdico-românticos sem perder a sensualidade, com tops maquiadas como bonecas. Dos Novos Criadores, sobressaiu-se a coleção de Marcelo Di Santis, inspirada no Monumento dos Pracinhas, cujos modelos 50´s e 60´s em jeans com patchworks geométricos, nas cores cinza, preto, rosa e laranja saíram aplaudidos. André Camacho apostou no humor para prender a atenção da platéia, com modelos vestidos (ou melhor, despidas) em maiôs propositalmente vulgares, levantando cartazes com dizeres como "Vale Tudo", parecendo-se com dançarinas do programa Raul Gil ou numeristas de luta livre. A coleção que se seguiu parecia de um talento promissor, mas talvez tenha se perdido nas referências da abertura performática. A grife baiana de Márcia Ganem trouxe peças em fibras de poliamida para marcar sua segunda passagem pelo evento. Guilherme Mata, da Maria X Madalena, mostrou uma coleção comercial belíssima sobre moda conceitual consistente. Tudo com um show performático na mistura, que não confundiu a perspectiva da moda.

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