O projeto que nos leva ao Seminário sobre emigração no Rio de Janeiro é a continuação do movimento Brasileirinhos Apátridas, ou seja, a criação do Estado do Emigrante, para que nós emigrantes, mais de 4 milhões distribuídos pelo planeta, possamos de maneira independente porém em colaboração com o Congresso nacional e com o governo, propor e elaborar as leis, regulamentos, portarias, enfim, tudo que está por fazer em favor da emigração.
Só nós emigrantes sabemos onde aperta o sapato e, portanto, queremos, que o governo nos reconheça nossa autonomia em matéria legislativa e institucional.
Nossa idéia do Estado do Emigrante deu água na boca também em setores privados que, embora com outros objetivos, chegaram a clonar nosso projeto e a tomar nossa idéia. Achamos que tanto críticas como apoios inesperados à nossa idéia não nos devem desviar da meta a alcançar - a presença de um corpo representativo de emigrantes em Brasília, ligado às comunidades brasileiras já existentes, o Estado do Emigrante.
A Agência Câmara publicou um noticiário, mostrando o reconhecimento e aceitação de nossa idéia do Estado do Emigrante por deputados e senadores, em Brasília. Pedimos, portanto, a todos que nos apoiem para dar prosseguimento ao nosso objetivo.
A seguir, toda a centena de proposições e reivindicações de emigrantes e comunidades poderão ser transformadas em projetos pelo próprios emigrantes e levadas ao parlamento ou aos ministérios e governo para aprovação.
Porém, sem termos nossa autonomia com nosso Estado do Emigrante, cada projeto, cada reivindicação poderá levar tanto tempo quando levou nossa luta pela recuperação da nacionalidade brasileira nata dos nossos filhos, dos filhos da emigração pelo movimento Brasilerinhos Apátridas. Rui Martins.
segue texto da Agência Câmara
A Câmara realizou sessão solene em homenagem ao Dia do Emigrante, representado pelos mais de 3,3 milhões de brasileiros que vivem no exterior.
O deputado George Hilton (PP-MG), que pediu a homenagem, propôs que os emigrantes brasileiros passem a ter direito a eleger representantes próprios no Congresso Nacional, como alguns países já o fazem, entre eles a Itália. Seria o chamado "Estado dos Emigrantes".
A medida está prevista no Projeto de Lei 2424/89, do Senado, que aguarda inclusão na pauta do Plenário da Câmara. "Se você tem uma representação, você tem um diálogo permanente com os governos, com o Executivo. A partir daí, creio que é possível diminuir muito o número de brasileiros ilegais que vivem lá fora", avaliou Hilton.
Hoje, os emigrantes votam apenas para presidente da República. O projeto dá a eles a possibilidade de votar para todos os cargos eletivos no Brasil.
Notável contribuição
Hilton argumentou que os emigrantes já constituem, na prática, o 28º estado da Fe