Um empate nunca foi tão importante na história do Santos. E é precisando apenas dele para chegar à decisão da Taça Libertadores da América que os brasileiros enfrentam o colombiano Independiente Medellín às 21h40 desta quarta-feira, no estádio Atanásio Girardot. Só uma derrota por dois ou mais gols de diferença - o que ainda não aconteceu até agora nesta competição - tira o Peixe da final. A derrota por um gol leva a decisão para os pênaltis. Por parte dos santistas, a partida decisiva das semifinais está sendo encarada como uma verdadeira guerra. Contra, eles terão a pressão de 52 mil torcedores colombianos e o ímpeto de um time igualmente jovem por levar o clube à primeira final de Libertadores em 90 anos. A favor, a equipe de Emerson Leão conta com a experiência adquirida em pouco tempo e a vontade dos novos astros Diego e Robinho. O segundo, aplaudido na primeira vez em que esteve na Colômbia (na vitória de 5 x 1 sobre o América de Cali), sonha em retomar o "brilho". - Aquela foi uma partida inesquecível para todos os jogadores e espero agora fazer outro grande jogo para ajudar o Santos a conquistar uma vaga na final. Se formos bem de novo, poderemos ser aplaudidos - diz o camisa 7. Mais consciente das dificuldades que o Santos encontrará em campo, o volante e capitão Paulo Almeida fala em empenho para levar o clube de volta à decisão da Libertadores depois de 40 anos. - Somos jovens e já conquistamos muita coisa pelo clube, gravamos nosso nome. Mas levar o time à final da Libertadores é um compromisso e uma vontade muito grande. Teremos muitas dificuldades, mas o pensamento é voltar de lá com a vaga - avisa. Segundo o lateral-esquerdo Léo, a partida literalmente será uma guerra. - Vamos jogar uma semifinal, mas será como uma guerra. Sabemos das dificuldades e das provocações que o Santos irá sofrer, mas o time está preparado para tudo isso - espera. A dúvida O atacante Ricardo Oliveira continua sendo dúvida no comando de ataque do Peixe. Ele se contundiu em 10 de junho e ainda luta para voltar aos gramados. O jogador dá continuidade ao tratamento no joelho esquerdo em Medellín, e não sente mais dores. Nesta terça-feira, o centroavante foi submetido a um trabalho no hotel onde a equipe está concentrada e disse que se sente bem. - Se depender da minha vontade, é claro que quero jogar, mas não posso arriscar. Isso poderia ser muito prejudicial para mim e para a equipe - afirmou. A confirmação sobre a participação do atleta deve ser acontecer apenas momentos antes do jogo. Leão não quer forçar a situação, pois teme pelo agravamento da lesão, que não está 100% recuperada. Caso Oliveira não jogue, Fabiano será mantido entre os titulares. Motivação Esta é a palavra de ordem no Medellín. E ela aumentou com a liberação, por parte do departamento médico, de três jogadores titulares da equipe: o zagueiro Felipe Baloy, o meia Alexánder Jaramillo e o atacante Mauricio Molina. - Os nossos jogadores são muitos jovens, mas assimilaram bem o grande peso deste compromisso. Por isso espero muito otimismo do time contra o Santos - disse o treinador Victor Luna. O que também alimenta o ímpeto colombiano é a oportunidade de levar o Medellín à sua primeira final de Libertadores em 90 anos de história. - É a partida mais importante da história do Medellín e as sensações são positivas - comentou o técnico. INDEPENDIENTE MEDELLÍN x SANTOS Data: 18/6/2003 (Quarta-feira) Local: Estádio Atanásio Girardot, em Medellín Horário: 21h40 Árbitro: Gilberto Hidalgo (Peru) Auxiliares: Jorge Jaimes (Peru) e Juan Sulca (Peru) Transmissão: TV Globo Independiente Medellín González; Calle, Baloy e Perea; Vasquez, Cortés, Restrepo e Jaramillo; Moreno, Molina e Montoya Técnico: Victor Luna Santos Fábio Costa; Reginaldo Araújo, Pereira, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Fabiano (Ricardo Oliveira) Técnico: Emerson Leão
Um empate já basta
Um empate nunca foi tão importante na história do Santos. E é precisando apenas dele para chegar à decisão da Taça Libertadores da América que os brasileiros enfrentam o colombiano Independiente Medellín às 21h40 desta quarta-feira, no estádio Atanásio Girardot. Só uma derrota por dois ou mais gols de diferença - o que ainda não aconteceu até agora nesta competição - tira o Peixe da final. A derrota por um gol leva a decisão para os pênaltis. (Leia Mais)
Quarta, 18 de Junho de 2003 às 13:37, por: CdB