Um em cada 25 homens pode estar, sem saber, criando um filho que ele pensa ser seu, mas que na verdade é de outro homem, revelou um estudo publicado, na quinta-feira, em um jornal especializado.
Uma equipe da Universidade John Moores de Liverpool, chefiada pelo professor Mark Bellis, revisou mais de 50 anos de descobertas em pesquisas e conferências sobre "discrepância paterna": Situação em que o suposto pai não é o pai biológico.
O estudo será publicado no <i>Journal of Epidemiology and Community Health</i>.
As descobertas variaram muito: quando um homem suspeitava não ser o pai de seu filho, testes realizados nos Estados Unidos e na Europa revelaram uma discrepância paterna (paternal discrepancy) em quase 30% dos casos.
Mas onde o pai não tinha qualquer razão para duvidar de sua paternidade e os testes foram realizados por outras razões, as taxas foram muito menores e uma média de 17 destes estudos resultaram em uma taxa de discrepância de pouco menos de 4%.
Os autores alertam que o aumento do uso de testes genéticos para o diagnóstico, o tratamento e a identificação deverá aumentar as taxas de discrepância, fazendo crescer, também, a necessidade de determinar a taxa real.
As causas de discrepância incluem infidelidade, mudanças de parceiro e, muito ocasionalmente, erro na inseminação artificial.
No presente, diz o estudo, há poucos serviços de apoio para ajudar as pessoas afetadas.
Os autores argumentam que, à medida que os avanços na genética permitem a identificação da discrepância paterna, um orientação clara torna-se necessária quando ocorrer a descoberta.
Isto é reforçado pelo potencial da descoberta em destruir famílias, levar à violência e afetar a saúde da criança, da mãe, do suposto pai e do pai biológico.
Um em cada 25 homens criam filhos de outros sem saber
Quinta, 11 de Agosto de 2005 às 12:02, por: CdB