Todo o roteiro seguido pela Grécia por imposição dos governos da França e da Alemanha (cujos bancos são os maiores credores de Atenas), com a anuência ou cumplicidade silenciosa dos demais membros da União Europeia (UE), é uma repetição de erros grosseiros repetidos com outros países do continente como comprovam a situação de Portugal e da Espanha.
A cartilha e o roteiro impostos são os mesmos, como idênticos são os seus resultados em cada país: recessão e desemprego; aumento do risco e dos juros; ajustes fiscais inúteis e anulados pela queda da arrecadação; queda do nível de qualidade de vida; privatizações; e vitórias eleitorais da direita.
Mas, o grave agora é a situação da Itália, 3ª maior economia europeia, à qual impõem a mesma receita e que pode levar toda a região a um default já que os bancos franceses estão comprometidos até o pescoço com a divida italiana. Assim o balanço final é melancólico e trágico.
Para atender a bancos jogaram a UE à beira do precipício
Para atender aos interesses de seus bancos (privados) os governos da primeira-ministra da Alemanha, chanceler Ângela Merkel e do presidente da França, Nicolas Sarkozy levaram a UE a um impasse e a beira do precipício. Não resolveram nenhum problema herdado da crise de 2008-2009 e agora correm o risco de serem derrotados nas eleições em seus países.
Merkel e Sarkozy correm o risco de sofrer o mesmo destino de derrotas fragorosas como sofreram, por exemplo, o presidente do governo da Espanha, primeiro-ministro José Luiz Zapatero, e o primeiro-ministo de Portugal, José Sócrates, derrotados em eleições realizadas neste ano.
Temos aí um exemplo - ou vários - que o Brasil precisa levar em conta. Particularmente para ser levado em consideração e servir de alerta aos arautos das politicas leoliberais ortodoxas, sejam tucanos ou não, incrustrados, ou não, nas hostes da oposição.
Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026
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