Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Ultradireita perde mais uma e LDO é aprovada no Congresso

Quinta, 04 de Dezembro de 2014 às 12:13, por: CdB
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O Congresso manteve o quórum, apesar da sessão durar mais de 18 horas, na votação da nova LDO Militante de ultradireita tentou se passar por vítima
Durante mais de 18 horas, na sessão mais longa do ano, o Congresso aprovou, no fim da madrugada desta quinta-feira, o projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, permitindo a revisão da meta de resultado fiscal deste ano. Apesar da longa obstrução dos oposicionistas, o governo conseguiu manter o quórum e aprovar o projeto por votação nominal. Foram 240 votos a favor, na Câmara, e 39 no Senado. Chamados pela oposição a tumultuar o processo de votação, manifestantes de ultradireita precisaram ser contidos por seguranças e tentaram se passar por vítimas, mas foram desmascarados nas redes sociais. Após a aprovação do texto principal, os parlamentares rejeitaram, por votação simbólica, três destaques que propunham mudanças ao projeto. O último destaque, por falta de quórum, não foi votado. Em função disso, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) marcou nova sessão para terça-feira da próxima semana, às 12 horas, a fim de apreciar e votar o último destaque. Em seguida, às 5h, Renan encerrou a sessão. Na prática, a matéria aprovada permite ao Executivo descontar da meta fiscal os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as perdas de receita geradas por incentivos fiscais concedidos no último ano. A oposição considera que a revisão da meta fiscal compromete a credibilidade da economia brasileira com investidores internacionais e entende como uma manobra para evitar que a presidenta Dilma responda por descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os governistas, no entanto, alegam que o projeto visa a evitar que o governo tenha que fazer cortes radicais em todas as áreas e programas para alcançar a poupança prevista inicialmente. Antes de apreciar o projeto que revê a meta de resultado fiscal, o Congresso aprovou o Projeto de Lei que abre crédito especial no valor de R$ 248 milhões para o pagamento de dívida do Instituto Aerus de Seguridade Social. O Aerus reúne aposentados e pensionistas das extintas empresas aéreas Varig, Transbrasil e Cruzeiro. Os recursos são para o cumprimento de execução provisória de ação movida contra a União pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas e pela Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas da Transbrasil. O projeto segue agora à sanção presidencial. Os parlamentares também limparam a pauta em relação aos vetos presidenciais que ainda estavam pendentes de apreciação. Com isso, será possível analisar em breve o projeto da LDO e o Orçamento Geral da União para 2015. Ambos, contudo, ainda precisam ser aprovados na Comissão Mista de Orçamento. Ultradireita
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O processo de votação da matéria, iniciado na terça-feira, foi marcado por uma série de tumultos. Primeiro, nas galerias, que foi esvaziada para que, no dia seguinte, fosse procedida a análise do Projeto de Lei. Durante a repercussão do tumulto que ocorreu na sessão plenária da última terça-feira, uma personagem ganhou destaque: a “aposentada” Ruth Gomes de Sá, que foi filmada levando uma gravata de um segurança do Congresso Nacional. Apresentada com uma “pobre coitada”, Gomes Sa é militante do PSDB e do grupo Vem Pra Rua, que defende intervenção militar e o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. À imprensa, Ruth Gomes Sá se qualificou como aposentada, porém, não é o que aparece em seu perfil no Facebook, onde ela se declara servidora do Governo do Distrito Federal. Em outros momentos de sua rede social, fica claro que Gomes Sá é uma ativista de extrema direita. Ruth Gomes Sá também exibe em seu perfil foto com o ex-presidenciável tucano, tirada durante uma convenção no dia 5 de novembro. No site de notícias Diário do Centro do Mundo (DCM), o jornalista Paulo Nogueira escreveu: "E eis que descobrimos que a pobre velhinha, aquela senhora que poderia ser a mãe ou a avó de qualquer um de nós, mataria todos os comunistas bolivarianos lulodilmistas do Brasil e do mundo se lhe dessem armas para isso. "Durou pouco, bem ao estilo da Era Digital, a farsa montada em torno de Ruth Gomes de Sá depois que ela foi fotografada quando um segurança a continha no Congresso. "Quanto não houve nada perigoso no gesto do segurança os fatos subsequentes provaram: nos momentos seguintes, lá estava dona Ruth concedendo entrevistas a jornalistas nas quais afirmava que voltaria ao Congresso para continuar o que vinha fazendo. "Numa palavra, tumultuar".
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