Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Último ícone de Hollywood se vai

Quinta, 30 de Setembro de 2010 às 08:39, por: CdB
Aos 85 anos, o ator Tony Curtis faleceu nesta quinta-feira, vítima de parada cardíaca enquanto dormia em sua casa em Las Vegas. Conhecido por seus trabalhos no cinema, Curtis estrelou três séries de TV. Bernard Schwartz nasceu 23 de junho de 1925 no bairro do Bronx, em Nova Iorque. Filho de imigrantes húngaros, de origem judaica, ele somente aprendeu a falar inglês entre cinco e seis anos de idade quando começou a frequentar a escola. Vivendo próximo da miséria, Tony e seus dois irmãos ainda sofriam com a constante mudança de humor de sua mãe, mais tarde diagnosticada como esquizofrênica. Com a idade de oito anos, as crianças foram entregues a um orfanato, visto que os pais não tinham condições de sustentá-los. Após um mês, as crianças voltaram para casa. Tony perdeu um dos irmãos em um acidente de caminhão e o outro foi diagnosticado com esquizofrenia. Na década de 40, Tony abandonou a escola para alistar-se na marinha, servindo no submarino USS Proteus. Após o serviço militar, voltou a Nova Iorque iniciando seus estudos de artes dramáticas com o diretor alemão Erwin Piscator. No teatro, Tony utilizou os nomes artísticos de James Curtis e Anthony Curtis antes de mudar para Tony Curtis, em 1948, quando foi descoberto por uma caça talentos, sobrinha de David O. Selznick. Contratado pela Universal Pictures, Curtis fez sua estreia no cinema como figurante no filme Criss Cross, de 1949, onde dançava rumba. Ao longo dos anos, o ator atuou em dezenas de filmes. Mas foi com Quanto Mais Quente Melhor que Curtis tornou-se um astro de Hollywood. O filme se transformou em uma referência em sua carreira como ator. Em 1958, o ator foi indicado ao Oscar com o filme Acorrentados/The Defiant Ones, no qual trabalhou ao lado de Sidney Poitier. Tony Curtis chegou à TV na década de 1950 quando teve participações em teleteatros. Em 1965, dublou sua versão animada em um episódio da série “Os Flintstones”, personagem batizado com o nome de Stony Curtis. No final da década, o ator teve uma pequena participação em um episódio de “Bracken’s  World”, série que apresentava, de forma ficcional, os bastidores de um estúdio de cinema. Mas a primeira série estrelada por Curtis foi The Persuaders, produção inglesa de 1971 a 1972, na qual dividia os créditos principais com o ator Roger Moore. Apesar da boa receptividade do público, a série de aventura cômica foi cancelada após uma única temporada para que Moore pudesse interpretar James Bond no cinema. De volta aos EUA, Curtis trabalhou em alguns telefilmes, entre eles The Big Rip-Off, na qual interpretou um golpista chamado McCoy, que utiliza sua ‘arte’ para recuperar valores roubados e devolvê-los a seus legítimos donos. A produção serviu de piloto para uma série de telefilmes produzidos pela rede NBC, para o programa NBC Sunday Night Mystery Movie, do qual também faziam parte Columbo, McCloud e Casal McMillan. Sem ter o mesmo sucesso que os colegas, McCoy foi cancelada após a produção de mais quatro telefilmes. A última série de Curtis foi Vega$, produção de Aaron Spelling estrelada por Robert Urich, já falecido. Entre 1978 e 1981, ele interpretou Phil Roth, o dono de um cassino, que costumava contratar os serviços do detetive particular Dan Tanna. A partir dos anos 80, Curtis passou a fazer participações especiais em séries, tendo sido visto em episódios de Duro na Queda/The Fall Guy, Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman, Roseanne, Suddenly Susan e Hope & Faith. A saúde do ator começou a declinar por volta de 2005. No ano seguinte, o ator foi internado com pneumonia, ficando em coma por sete dias. A partir de então, passou a depender do uso de cadeira de rodas. Em julho desse ano, sofrendo de doença pulmonar obstrutiva crônica, o ator foi internado após um ataque de asma durante um evento.
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