Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Último dia de desfiles no Rio tem brilho, luxo e criatividade

As Marias de Dom João foram mostradas pela Imperatriz Leopoldinense. Pingüins de geladeira, livros e bonecas, fizeram parte do enredo Vou Juntando o Que Eu Quiser, Minha Mania Vale Ouro, Sou Tijuca, Trago a Arte Colecionando o Meu Tesouro, da Unidos da Tijuca. Já a Mocidade Independente de Padre Miguel agitou o público e a Beija-Flor de Nilópolis encerrou os desfiles do Grupo Especial do Rio iluminando o sambódromo com luxo e um enredo sobre o sol de Macapá, no Amapá. (Leia Mais)

Terça, 05 de Fevereiro de 2008 às 14:28, por: CdB

As Marias de Dom João foram mostradas pela Imperatriz Leopoldinense, pingüins de geladeira, livros e bonecas, fizeram parte do enredo Vou Juntando o Que Eu Quiser, Minha Mania Vale Ouro, Sou Tijuca, Trago a Arte Colecionando o Meu Tesouro, da Unidos da Tijuca que contagiou o segundo dia de desfiles na Sapucaí e ganhou o Estandarte de Ouro, do jornal O Globo, como a melhor escola deste ano. A Mocidade Independente de Padre Miguel agitou o público e a Beija-Flor de Nilópolis encerrou os desfiles do Grupo Especial do Rio iluminando o sambódromo com luxo e um enredo sobre o sol de Macapá, no Amapá.

A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu a segunda-feira de carnaval com o enredo O Quinto Império: de Portugal ao Brasil, Uma Utopia na História. Com 4.200 componentes, 37 alas e oito alegorias, a escola contou a história do rei português dom Sebastião, desaparecido na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578, no norte da África, e que deu origem a um mito nacional do país, o sebastianismo.

A agremiação do bairro da Tijuca, entrou na Avenida com 4.000 componentes, 28 alas e sete alegorias, a escola, quarta classificada em 2007, também mostrou a importância de antiquários, museus e bibliotecas para preservar a história, os costumes e a cultura de uma sociedade.

O abre-alas mostrou o principal símbolo da escola, o pavão, todo dourado. O carro homenageou o carnavalesco e museólogo Clóvis Bornay, idealizador e criador de diversas indumentárias para concursos de fantasias, que morreu em 2005.

A Imperatriz Leopoldinense celebrou o bicentenário da chegada da família real ao Brasil com o enredo João e Marias. A escola, terceira a se apresentar na segunda noite do Grupo Especial do Carnaval do Rio, levou 3.500 componentes em 37 alas e sete alegorias à Marquês de Sapucaí.

A Vila Isabel levou para a Avenida o enredo Trabalhadores do Brasil. Muita água invadiu o desfile da Vila, que montou cascatas em uma alegoria e algumas componentes ficaram sob a água durante o desfile.

A escola abordou o trabalho desde o descobrimento até os dias atuais. A temática social, que marcou os desfiles da agremiação ao longo dos anos 1980 e 1990, voltou neste ano.

A Grande Rio abordou a importância da preservação ambiental e, para isso, falou sobre o gás natural em seu enredo Do Verde de Coari Vem meu Gás, Sapucaí e deu ênfase ao município de Coari, no Amazonas.

Os integrantes da comissão de frente representaram anjos da criação. No abre-alas, a Grande Rio mostrou sua interpretação para o início de tudo, com a explosão que deu origem às partículas e elementos químicos. Alas representaram a explosão das estrelas, o redemoinho e a explosão do universo.

Fechando com chave de ouro a noite de desfiles originais, a Beija-Flor iluminou a Marquês de Sapucaí com o enredo Macapabá: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas no Meio do Mundo. A escola foi a campeã de 2007 com um enredo a respeito da África. Desta vez, foi até o Macapá buscar inspiração para tentar nova vitória.

O resultado do carnaval carioca será anunciado na tarde de quarta-feira, no Sambódromo.

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