Os estudantes que ocuparam a Reitoria da UFRJ, nesta sexta-feira, aproveitaram os momentos que precederam a audiência, para declamar poesias (Augusto dos Anjos e Drummond), cantar músicas, entoar gritos de guerra e discursar para os presentes. Eles associam a meta de 90% à aprovação automática que vem sendo verificadas na Educação Básica.
A audiência pública começou no início da tarde desta sexta-feira. Os alunos fizeram a leitura do manifesto que foi feito coletivamente e que decidiu pela ocupação. Compuseram a mesa da reitoria: José Roberto Meyer, pró-reitor de Graduação, Mílton Flores, superintendente da SG-6, João Eduardo, chefe de gabinete, Hélio de Mattos, prefeito e Carlos Levi, reitor em exercício.
A reitoria acatou a mais importante reivindicação dos estudantes que é estender os prazos do
Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e só apresentar um plano próprio da universidade para o MEC no segundo semestre. Carlos Levi lembrou que, na próxima semana, serão realizados debates no Consuni (de 19/06 a 22/06) e convidou os ocupados a participarem dessas apresentações.
Os alunos querem, também, que a reitoria impeça a deslocação dos CAs do CCS para o subsolo, solicitaram a reabertura do CAEBA e reivindicaram uma subsede do DCE no Fundão.
- Devemos de fato buscar uma alternativa para instalar um DCE aqui -, disse Levi.
O professor sugeriu a formação de um GT (formados de alunos e membros da reitoria) para procurar um local que pudesse alocar o DCE no Fundão e garantiu que se os CAs nçao quiserem sair do primeiro piso do prédio do CCS, a Reitoria apoiará a permanência.
Com relação aos transportes os estudantes querem ampliar a rede de transportes inter-campi e propuseram os horários (6h, 12h10m, 13h, 17h, 18h, 22h15m). Além disso, os alunos salientaram, durante a audiência, as alterações na rota desses coletivos, sugerindo que eles passassem próximos ao IFCS e à FND. Outra solicitação dos alunos é que a reitoria apresente à SMTU um documento no qual exigisse que mais linhas passassem pela Ilha do Fundão.
- As linhas do Fundão x Praia Vermelha vão até 0h. Tentamos maximizar a oferta de linhas dentro, é claro, de nossos limites orçamentários. Estamos trabalhando na direção das propostas apresentadas pelos alunos. Cansamos de solicitar junto à SMTU a ampliação das linhas -, explicou o professor.
O prefeito garantiu que ele e o reitor Aloísio Teixeira estiveram em reunião, várias vezes, com o secretário de transportes, Arolde de Oliveira, para discutir a questão do transporte da Ilha do Fundão. Além disso, Hélio de Mattos deixou à disposição dos estudantes a documentação que prova todas as tentativas da reitoria de aumentar o acesso à cidade universitária.
Hélio contou também que, em 5 de julho, será realizada uma audiência pública da reitoria com a comunidade universitária para discutir a questão dos transportes.
A Reitoria afirmou que uma comissão será montada para instalar os equipamentos de Internet nos alojamento. Uma outra comissão será realizada (CAs + Reitoria) para acompanhar as obras e começar a idealizar os próximos restaurantes universitários.
- Ficou claro que quando nos organizamos podemos ter vitórias verdadeiras. Nossa pauta principal foi atendida. Até setembro, teremos temp de mobilizar, fazer debates e conseguiremos derrubar o REUNI. Vamos mostrar que é possível a UFRJ exigir mais verbas, mas que ela não abre mão da autonomia -, disse Carlos Leal, aluno da ECO.