A Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, firmará convênio com o laboratório de limnologia - estudo de lagos - da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para monitoramento ambinetal do complexo lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá.
A assinatura será na segunda-feira, Dia do Meio Ambiente, no Núcleo de Operações e Conservação (NOC) da Serla, na Estrada do Itanhangá 1.679, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Assinarão o convênio o presidente da Serla, Ícaro Moreno Júnior, e o chefe do Departamento de Ecologia da UFRJ, Francisco Esteves. Biólogos presentes à solenidade darão explicações sobre o convênio.
O monitoramento vai durar um ano e o laboratório de limnologia da universidade - um dos mais conceituados do mundo em pesquisa de lagoas costeiras - usará equipamentos de alta tecnologia. O trabalho custará à Serla R$ 228 mil. As pesquisas coincidirão com as obras do projeto LagoAmar, da Serla (dragagem das lagoas), e do Programa de Saneamento da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, da Cedae, em andamento.
A equipe do laboratório de limnologia tem um histórico de bons serviços prestados. Recentemente, descobriu no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, na Região Norte Fluminense, uma pequena lagoa com a maior concentração já encontrada no mundo de carbono orgânico dissolvido. Ele poderá ser usado por cientistas para o monitoramento da situação da camada de ozônio e do aumento do efeito estufa. Se as águas escuras da Lagoa do Atoleiro (como foi apelidada) entrarem num processo de clareamento, os cientistas perceberão que há algo errado na atmosfera.