Diversas categorias do serviço público federal paralisam nesta terça-feira suas atividades por tempo indeterminado, em protesto contra a reforma da Previdência. Na Bahia, professores e servidores da Universidade Federal(Ufba), do poder judiciário Federal, da Receita Federal, do Fundacentro e INSS já confirmaram paralisação. Outras, como Ibama e Ministério da Agricultura, promovem assembléias para deliberar sobre o indicativo de greve. - A tendência é que a greve cresça em todo o país, com novas adesões - comenta Edson Miranda Borges, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Sintsef). A entidade engloba aproximadamente 14 mil trabalhadores de 34 órgãos, a exemplo da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Ceplac, Ibama, Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Segundo Borges, existem hoje na Bahia cerca de 21 mil servidores públicos federais, número que sobe para 50 mil se contabilizados os aposentados e pensionistas, que estão apoiando a greve. O coordenador do Sintsef explica que muitas categorias realizarão suas assembléias, na porta dos locais de trabalho, antes de iniciar o expediente. - Essa é a orientação que estamos dando. Se na assembléia for aprovado o indicativo nacional de parar por tempo indeterminado, eles suspendem as atividades de imediato - garante Borges. Os órgãos que se mantiverem em funcionamento farão operação padrão ou deflagrarão paralisações de advertência por 48 horas ou 72 horas. Na Universidade Federal da Bahia (Ufba), os professores participam de uma assembléia no auditório do PAF para confirmar o indicativo de greve que já havia sido aprovado. Já os servidores da universidade realizaram a assembléia que aprovou o início da paralisação para. Segundo o coordenador da Associação dos Servidores da Ufba (Assufba), Walfredo Souza, será mantido um efetivo em torno de 40% no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes - Hospital das Clínicas), Maternidade Climério de Oliveira e Ambulatório Magalhães Neto. A Assufba possui hoje cerca de 6 mil associados, entre ativos e inativos. No poder judiciário Federal, os servidores da Justiça do Trabalho param a partir de hoje por tempo indeterminado. O movimento terá adesão dos trabalhadores da JT de municípios como Feira de Santana, Barreiras, Alagoinhas e Juazeiro. A Justiça Eleitoral optou por uma paralisação de 24 horas hoje, mas fará uma assembléia às 15h, quando decidem se vão dar continuidade à greve. Os servidores da Justiça Federal, por sua vez, aprovaram indicativo de greve e ontem fizeram uma assembléia para reiterar a adesão ao movimento. "A reforma da Previdência precisa ser discutida", ressalta o 1º coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal da Bahia (Sintjuse). Paralisação de 24 horas na PF Os servidores da Polícia Federal na Bahia realizam nesta terça-feira uma paralisação de 24 horas, que contará ainda com a adesão de outras categorias do serviço público federal. Seguindo a decisão tomada em assembléia, realizada no último dia 30, eles protestam contra o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 40, que trata da Reforma da Previdência. Os servidores estarão reunidos durante todo o dia em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal, localizada em Água de Meninos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal (Sindpol/Bahia), João Carlos Sobral, somente o efetivo necessário para oferecer segurança aos prédios da União estará nas ruas. No entanto, estarão suspensas as emissões de passaporte, as investigações criminais e as fiscalizações de competência da Polícia Federal. O líder sindical disse ainda que a paralisação será, inicialmente, de 24 horas, mas com possibilidade de greve por tempo indeterminado, caso não sejam atendidos e
Ufba, Receita e INSS confirmam greve
Diversas categorias do serviço público federal paralisam nesta terça-feira suas atividades por tempo indeterminado, em protesto contra a reforma da Previdência. Na Bahia, professores e servidores da Universidade Federal(Ufba), do poder judiciário Federal, da Receita Federal, do Fundacentro e INSS já confirmaram paralisação. (Leia Mais)
Terça, 08 de Julho de 2003 às 07:35, por: CdB