Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Uerj implementa projeto de consumo racional da água

Segunda, 07 de Abril de 2008 às 07:00, por: CdB

Em sintonia com os esforços da ONU para incentivar a produção e a difusão de conhecimentos sobre o uso sustentável da água, a Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), elaborou a Proposta de Racionalização do Uso da Água em Edifícios Públicos Fluminenses (Pro-Uso), cujo primeiro alvo é a própria Uerj. O projeto, com financiamento de R$ 135 mil da Faperj, tem dois objetivos principais: estudar o processo de captação, armazenamento e utilização da água das chuvas para fins não potáveis e pesquisar formas complementares de redução do consumo e do desperdício.
 
O Pavilhão Reitor João Lyra Filho, no campus do Maracanã, é o local escolhido para a pesquisa-piloto. Em seus seis blocos de 12 pavimentos transitam diariamente cerca de 25 mil pessoas e se distribuem, entre outras instalações, 283 salas de aula, 70 laboratórios, 22 auditórios, 11 bibliotecas, 15 cantinas e 19 centros reprográficos. Segundo a coordenadora do Pro-Uso, professora Thereza de Almeida Rosso, de imediato deve-se buscar descobrir os possíveis vazamentos e estancá-los.
 
- A situação das instalações hidrossanitárias do pavilhão é crítica. Os equipamentos dos banheiros, por exemplo, são antigos e perdulários – acrescentou Thereza.
 
Os levantamentos para viabilizar a captação da água das chuvas já começaram. A implantação desta fase será facilitada, pois a equipe poderá dispor dos dados da Estação Meteorológica Urbana da Uerj, instalada no estacionamento. Para Thereza Rosso, o projeto é um potencial mobilizador de parceiros, como fabricantes de equipamentos sanitários mais econômicos e a Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).
 
Outro ponto destacado pela coordenadora é a mobilização da comunidade. Thereza Rosso crê que este pode ser um caminho para se criar uma Uerj sustentável não só na questão da água, como também na da geração alternativa de energia, por exemplo.
 
– Nossa expectativa é de que o projeto possa ser aplicado em pouco tempo e servir de exemplo para outros edifícios públicos do Rio de Janeiro – disse a coordenadora do projeto.

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