O campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em Resende, no Médio Paraíba, coloca em andamento mais uma importante pesquisa ambiental no novo laboratório de Biotecnologia Ambiental. De acordo com a professora Denise Godoy, a primeira pesquisa desenvolvida no novo laboratório será a Biofiltração de efluentes gasosos.
Uma das coordenadoras da pesquisa, a professora explica que o objetivo é desenvolver um protótipo de reator que vai filtrar efluentes gasosos oriundos de processos industriais. Em outras palavras, trata-se de criar um sistema que vai permitir estudar a despoluição do ar a partir de suportes naturais orgânicos. Exemplos de material que podem ser utilizado para a pesquisa é o bagaço da cana de açúcar ou resíduos de madeira.
Escolhido o suporte – ainda em fase de definição - ele gerará microorganismos desenvolvidos naturalmente e em seguida tais microorganismos vão servir como degradantes naturais de substâncias poluentes. Ou seja, purificam o ar através de reações químicas. Para otimizar a pesquisa, que será concluída até o final de 2008 - serão definidos ao menos dois suportes naturais.
Conhecida como biotecnologia cinzenta, a partir das novas definições das biotecnologias por cores - na qual a cinzenta se refere ao meio ambiente - o projeto é essencial para que a Universidade entenda os processos de reaproveitamento de resíduos.
O novo laboratório será também utilizado para as aulas práticas dos alunos nas disciplinas de Microbiologia Industrial e Processos Bioquímicos, que até o momento são realizadas no Laboratório de Química.
Fazem parte da pesquisa 5 professores do Departamento de Química Ambiental: Denise Godoy, Alexandre R. Torres e Jacques F. Dias(engenheiros químicos) e Sérgio Machado e Elaine F. Torres (químicos), além de dois alunos do curso de Engenharia de Produção com ênfase em química.
Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026
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