O Comitê Executivo da Uefa prestou nesta segunda-feira um minuto de silêncio em memória das vítimas dos atentados de Madri, ocorridos no último dia 11 de março, e analisou a possível influência desse fato na segurança da Eurocopa, que será disputada nos meses de junho e julho em Portugal.
A Uefa, reunida em Dublin, também homenageou o ex-presidente da entidade, o francês Jacques Rogge, que morreu neste mês.
A reunião estudou a situação criada pelos atentados e sua possível influência na organização e desenvolvimento da Eurocopa, afirmou o secretário-geral da Uefa, o sueco Lars-Christer Olsson.
No entanto, Olsson afirmou que, "desde o início", todas as medidas de segurança foram minuciosamente planejadas com as autoridades portuguesas, e que, por isso, não serão alteradas.
"As ações em Madri destacaram alguns problemas que tivemos que canalizar, mas na reunião não se falou de medidas de segurança específicas", disse o secretário-geral.
A Uefa também estabeleceu que o "Comitê de Urgência" elaborará um relatório sobre a situação criada em Israel depois que o exército israelense matou o fundador do Movimento para a Resistência Islâmica (Hamas), o xeque Ahmed Yassin.
O Executivo analisou especificamente como isso pode influenciar na manutenção do veto imposto aos clubes e à seleção, que há dois anos e meio não podem jogar partidas internacionais em seu país.
"Esperamos que a situação se estabilize e que se possa jogar em Israel, mas não posso prever qual será a decisão final", disse Olsson.