Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

UE reconhece novo governo do Equador

A União Européia reconhece o novo governo do Equador, mas espera que a situação política e social do país se normalize, afirmou nesta segunda-feira o Alto Representante para a Política Externa da União Européia, Javier Solana. (Leia Mais)

Segunda, 25 de Abril de 2005 às 06:45, por: CdB

A União Européia reconhece o novo governo do Equador, mas espera que a situação política e social do país se normalize, afirmou nesta segunda-feira o Alto Representante para a Política Externa da União Européia, Javier Solana.

"Até que tudo se esclareça, o que estamos fazendo é reconhecer o país, que é um país irmão e amigo, e vamos ver se podemos ajudá-lo a encontrar seu mecanismo para vançar democraticamente", afirmou Solana, antes de uma reunião de ministros das Relações Exteriores europeus em Luxemburgo.

"O que queremos é que haja uma solução dialogada, pacífica. Há uma boa cooperação entre a União Européia, o governo, a OEA e outros atores que estão tendo um papel na situação. Esperamos que se possa normalizar a vida política e social do país", acrescentou.

O presidente deposto do Equador, Lucio Gutiérrez, desembarcou em Brasília na tarde deste domingo com sua família, iniciando o asilo político quatro dias depois dos protestos populares contra seu governo que provocaram sua saída.

Ele chegou com sua mulher Ximena Bohórquez Romero e uma de suas duas filhas, Viviana Estefania, por volta das 13h30 e foi conduzido de helicóptero a um hotel de trânsito do Exército, no setor militar urbano da cidade, informou a assessoria da Presidência da República. A outra filha do ex-presidente, Karina Ximena, ficou no Equador, onde faz um curso no Exército.

Durante sua saída nesta madrugada, porém, não houve resistência. O ex-presidente deixou o local sob um esquema de segurança especial e foi levado para a base aérea de Latacunga, 100 quilômetros ao sul da capital, para ser resgatado por um jato da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo o brigadeiro Joseli Parente Camelo, encarregado da operação, o ex-presidente, sua mulher e filha chegaram à base aérea vestindo roupas militares. A operação foi rápida e o trajeto até o Brasil incluiu uma escala em Rio Branco, no Acre.

Camelo acrescentou que eles dormiram na maior parte do vôo e mostraram-se extremamente agradecidos. Emocionada, a mulher de Gutiérrez teria dito "Deus lhe pague, porque nós não podemos", contou o brigadeiro.

Já nesta terça-feira, Gutiérrez deve se reunir com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para discutir sua situação no país. Segundo uma fonte do Itamaraty, o período de asilo tem geralmente a duração de dois anos.

Em seu pedido de asilo, Gutiérrez, um coronel da reserva de 48 anos, dizia temer por sua integridade física.

-(...) Sinto-me pessoalmente ameaçado e incapaz de garantir minha liberdade e minha integridade física, assim como a de minha esposa e duas filhas - disse ele na nota.

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