O Parlamento Europeu votou majoritariamente por uma moção que pede fechamento do campo de prisioneiros de Guantánamo, em Cuba.
A aprovação da moção nesta terça-feira, em Estrasburgo, na França, ocorre após três prisioneiros do centro de detenção terem cometido suícidio, no sábado.
A moção não tem qualquer peso legal, mas representa um claro indício dos sentimentos a respeito do tema entre os países da União Européia.
Na segunda-feira, Ursula Plassnik, a ministra das Relações Exteriores da Áustria - país que atualmente ocupa a presidência rotativa da União Européia - disse que Guantánamo era uma anomalia.
Plassnik afirmou ainda que a Áustria irá pressionar pelo fechamento do presídio durante uma reunião na próxima semana, em Viena, entre Estados Unidos e representantes europeus.
<b>Marketing</b>
Uma representante do governo dos Estados Unidos afirmou que o suicídio dos prisioneiros havia sido o equivalente a uma jogada de marketing.
Colleen Graffy, a subsecretária de Estado, disse que as mortes eram parte de uma estratégia e uma "tática para ampliar a causa da jihad", mas acrescentou que o suicídio não era necessário.
Os comentários de Graffy geraram indignação de grupos de direitos humanos e autoridades européias. Até mesmo o Departamento de Estado americano tentou atenuar a declaração de Graffy.
- Eu não diria que o suicídio triplo foi um ato de publicidade - disse Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado.