O comissário de comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, disse nesta segunda-feira que a retirada do mercado europeu de produtos chineses que descumpriam os requisitos de segurança da região não tem motivação política, nem é um pretexto para o protecionismo.
Em comunicado, Mandelson respondeu às acusações neste sentido de um alto funcionário da administração chinesa no fim de semana passado em entrevista à televisão de seu país, disseram fontes da UE. Mandelson disse nesta segunda-feira que, se alguém na China quer criar o pretexto para tomar represálias, a União Européia responderá nos termos mais contundentes.
Durante as últimas semanas, a Mattel - maior produtora de brinquedos do mundo - retirou do mercado milhões de produtos fabricados na China e que continham peças perigosas.
Na última terça-feira, a empresa anunciou que 18,6 milhões de unidades deveriam ser recolhidas no mundo - das quais 850 mil foram vendidas no Brasil desde janeiro de 2002.
Os brinquedos trazem risco de descolamento de pequenos ímãs nos produtos e fazem parte da linha de bonecas Polly Pocket com acessórios imantados, a pá do conjunto Barbie e Tanner e figuras magnéticas do Batman.
Questão de saúde
Mandelson prometeu hoje apoio às empresas européias que, segundo ele, estão sendo obrigadas a rejeitar produtos perigosos para o consumidor, incluindo "para as crianças pequenas".
- Não se trata de uma questão de comércio, mas de saúde - disse o comissário.
Em qualquer caso, advertiu às empresas que este tipo de medida só deve ser tomada quando for necessário e que, em caso contrário, as relações comerciais devem continuar normalmente.
- Como comissário de comércio, não aceitarei que sejam usadas alegações de toxicidade como pretexto para o protecionismo - disse.