Tem um tom de vale tudo a decisão da União Européia (UE) de anular, a partir de 2014, o benefício de tarifas reduzidas para determinados produtos brasileiros entrarem no mercado do bloco. A UE mantém, no entanto, China e Índia como beneficiários do sistema (leiam o Destaque do dia Mais uma para ir aprendendo).
O benefício da redução de tarifas - também conhecido como Sistema Geral de Preferências (SGP)- contempla países classificados pelo Banco Mundial como de "renda alta" ou "renda média-alta". A UE justifica sua decisão com o argumento de que tais países não precisam mais do incentivo para acessar o mercado.
O Brasil ainda está classificado nesta última categoria, de "renda média-alta" como reconhecem o Banco Mundial e a própria Europa que, no entanto, cogita adotar a medida, ainda a ser referendada pelos países do bloco. Se retirado o benefício afetará 12% das exportações brasileiras para a Europa.
Por isso a nota do Itamaraty afirma que "a manutenção de economias altamente competitivas (China e Índia) na reforma proposta põe em dúvida a adequação dos critérios". A chancelaria adverte que "a participação do Brasil no SGP assegura diversidade de fontes de suprimento para a UE e sua eventual exclusão poderá levar a aumento de custos para produtores e consumidores europeus".
UE exclui Brasil de benefícios dados a BRICS
Quarta, 11 de Maio de 2011 às 05:25, por: CdB