Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

UE diz estar preocupada com violência anti-semitista

Sexta, 12 de Dezembro de 2003 às 08:55, por: CdB

Os chefes de Estado e Governo europeus mostrarão nesta sexta-feira, sua "profunda preocupação" com o aumento da "violência anti-semita" e condenarão "com firmeza todas as manifestações de anti-semitismo, inclusive os ataques contra indivíduos e locais religiosos".

O projeto de conclusões da cúpula de Bruxelas inclui uma declaração sobre o "diálogo entre religiões", onde os governantes da União ampliada se referem a este fenômeno, assim como aos casos de "extremismo, intolerância e xenofobia".

A União Européia condena "o terrorismo e qualquer tipo de violência" e reafirma "o compromisso firme da UE" de se opôr a qualquer forma de "extremismo, intolerância e xenofobia, que minam a coexistência pacífica e democrática".

Esta condenação do anti-semitismo ocorre um mês depois dos sangrentos atentados de Istambul contra duas sinagogas.

Uma recente pesquisa (Eurobarômetro) realizada nos Quinze apontou que, para 59 por cento dos europeus, Israel representa um perigo para a paz no mundo.

Para Israel, esta opinião foi considerada como "uma prova do anti-semitismo" europeu e fez com que a Comissão Européia decidisse realizar antes do fim do ano um seminário para analisar os resultados da enquete.

O presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, expressou sua preocupação com os resultados da pesquisa, que "provam a existência de um preconceito que deve ser condenado sem paliativos".

A declaração do Conselho Europeu destaca também a importância do diálogo entre religiões e comunidades filosóficas "como um instrumento de paz e coesão social entre a Europa e suas fronteiras".

Tags:
Edições digital e impressa