Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

UE culpa EUA pela supervalorização do euro

Os ministros das Finanças europeus European culparam nesta terça-feira a política dos Estados Unidos pela valorização do euro, que manteve-se em alta mesmo após um comunicado dos ministros, apoiado pelo Banco Central Europeu (BCE), visando o contrário. (Leia Mais)

Terça, 07 de Dezembro de 2004 às 08:19, por: CdB

Os ministros das Finanças europeus European culparam nesta terça-feira a política dos Estados Unidos pela valorização do euro, que manteve-se em alta mesmo após um comunicado dos ministros, apoiado pelo Banco Central Europeu (BCE), visando o contrário.

Os ministros das Finanças da zona do euro emitiram na segunda-feira um forte comunicado sobre o câmbio, dizendo que "na nossa opinião, volatilidade excessiva e movimentos desordenados do câmbio são indesejáveis para o crescimento econômico".

O comunicado ganhou o apoio do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, movimentos que remetem ao que aconteceu antes da primeira intervenção de mercado do BCE, em 2000, quando a moeda atingia recordes de baixa.

Mas a retórica de segunda-feira não adiantou muito e, em meio a preocupações com os altos déficits norte-americanos, o euro atingiu novo recorde de alta, a 1,3466 dólar nesta terça-feira. Espantados com o que alguns chamam de "negligência" de Washington com o dólar, os ministros da zona do euro aumentaram o volume dos pedidos para os Estados Unidos reduzirem seus déficits em conta corrente e fiscal.

- Os recentes fortes movimentos das taxas de câmbio não são bem-vindos e não levam a ajustes dos desequilíbrios externos. Todos os principais países e áreas econômicas devem fazer sua parte mais ativamente para reduzir os desequilíbrios globais, colocando em prática as políticas econômicas adequadas - acrescentou o comunicado.

Mensagem para a América

O comunicado não citou os Estados Unidos claramente, mas na reunião desta terça-feira, os ministros das Finanças europeus deverão ser mais diretos.

- A mensagem visa nossos amigos norte-americanos - disse o ministro belga, Didier Reynders, pela manhã. - Existem desequilíbrios no lado norte-americano e os Estados Unidos devem fazer algo sobre isso.

Reynders afirmou que não esperava uma reação imediata do câmbio ao comunicado de segunda-feira. Seu colega da Áustria, Karl-Heinz Grasser, disse também não estar surpreso com a resistência dos mercados. Grasser também culpou os déficits norte-americanos, dizendo que "eles (EUA) terão que agir, porque são esses (déficits) os dois maiores desequilíbrios, que els têm que lidar."

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