Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

UE analisará estratégia para o futuro após catástrofe na Ásia

Quinta, 06 de Janeiro de 2005 às 14:54, por: CdB

Ministros de Exteriores, de Cooperação e de Saúde dos 25 países da UE participarão amanhã, sexta-feira, em Bruxelas de um Conselho extraordinário, com um duplo objetivo: analisar a ajuda de urgência concedida até agora aos países asiáticos afetados pelo tremor e estudar uma estratégia para o futuro.

Embora não esteja prevista nenhuma decisão, os ministros discutirão a proposta hoje apresentada pelo presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, de ampliar a ajuda européia até 1,5 bilhão de euros (dois bilhões de dólares).

Fontes da presidência luxemburguesa da União disseram hoje que "não se esperam novos anúncios", mas se estudará "como organizar os meios logísticos e financeiros disponíveis" para que cheguem a seu destino de forma adequada.

Fontes diplomáticas francesas defenderam em Bruxelas que o papel da ONU, da UE e de outras organizações internacionais não deve minimizar as iniciativas dos países.

- Cada país pode ter um interesse especial em contribuir para uma zona, um país ou uma cidade determinada - disseram as fontes, em referência à proposta da Alemanha aproximar mais cidades européias e asiáticas a fim de intensificar a ajuda bilateral.

Este será um dos aspectos discutidos amanhã pelos ministros em Bruxelas, assim como o perdão da dívida dos países afetados pela catástrofe, o estabelecimento de um sistema de alarme e a criação de um grupo de especialistas europeus dispostos a atuar em catástrofes similares em qualquer parte do mundo.

Também será analisada a realização da Conferência de Doadores, proposta há poucos dias pelo comissário europeu de Ajuda Humanitária, Louis Michel.

Até o momento, a Comissão Européia liberou 23 milhões de euros, mas Durão Barroso prometeu uma ajuda adicional de 450 milhões de euros (100 milhões como ajuda humanitária e 350 milhões para a fase de reconstrução e reabilitação).

Este montante somado ao oferecido pelos governos dos 25 países membros, eleva a ajuda conjunta da UE a 1,5 bilhão de euros (dois bilhões de dólares), a maior oferecida por qualquer país do mundo.

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