O coordenador da União democrática Ruralista (UDR) no Paraná, Marcos Prochet, disse nesta quarta-feira que a entidade exigirá que o governo federal assuma a responsabilidade pela segurança das propriedades rurais cujos fazendeiros foram desarmados ontem por policiais federais nos municípios de Palmital e Laranjal, na região central do Estado. No cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão, em 12 casas e oito fazendas, foram apreendidas 66 armas de fogo e presas oito pessoas.
Segundo Prochet, a atuação da PF foi "tendenciosa e parcial". "Só foram em propriedades ameaçadas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra)", afirmou. Segundo ele, somente no meio da tarde, os policiais foram ao assentamento dos sem-terra e não encontraram nada. "A vistoria no assentamento foi pró-forma", reclamou. "Agora exigimos que o governo mantenha a segurança nas fazendas porque já havia ameaça de invasão e elas foram largadas à mercê."
Segundo ele, os proprietários rurais nunca tomaram iniciativa em confrontos. "Nós sempre reagimos, sempre nos defendemos", afirmou. Ele disse que a operação chamada de "Paz no Campo" pela Polícia Federal levantou temor em agricultores de todo o País. "O pessoal está revoltado", afirmou. Mas garantiu que a operação tornou os fazendeiros ainda mais unidos.
Entre as armas apreendidas estão espingardas calibre 12, revólveres calibres 357 e 38, além de duas pistolas 9 milímetros de uso exclusivo da PF e Forças Armadas, bem como 2 mil munições de calibre 12, 3.57 e 9 milímetros. Também foram apreendidos coletes, lunetas, rádio-transmissor, material para camuflagem e um computador.