A estatal russa de gás natural, a Gazprom, acusou a Ucrânia nesta terça-feira de impossibilitar o escoamento do gás para o resto da Europa. O porta-voz da Naftogaz, estatal ucraniana, Valentin Zemlyansky, confirmou o bloqueio, creditando-o às "condições inaceitáveis de trânsito" do gás, que teriam sido impostas pela Gazprom.
Mais cedo, o vice-presidente-executivo da Gazprom, Alexander Medvedev, afirmou que os ucranianos apresentaram pedidos "irracionais" e por causa disso, a Ucrânia não abriu os gasodutos. A retomada para esta terça do gás tinha sido acertada na segunda-feira. Com isso, a Europa central continua sem receber o insumo.
- Ainda estamos tentando bombear o gás, mas ele não está nem no final no duto, está no começo - afirmou Medvedev.
Já a porta-voz da Comissão Europeia, Pia Ahrenkilde Hansen, pediu que a situação seja normalizada logo e declarou que ainda não é registrado o trânsito de nenhum metro cúbico de gás proveniente da Rússia, via Ucrânia. O porta-voz do comissário de Energia da União Européia, Ferran Tarradellas, criticou o novo bloqueio e afirmou que não há razão para que aconteça, já que um acordo foi estabelecido para normalizar a oferta de gás.