A situação da TV Cultura está crítica. Apesar dos cortes no orçamento, que incluiu a demissão de 300 funcionários, o governo do Estado não tem cumprido suas promessas de aporte mínimo para manter a TV, o que pode levar ao seu fechamento. A transmissão do sinal da emissora para algumas cidades grandes do interior paulista, como Jundiaí e Presidente prudente, já foi cortado. Em uma época em que as tecnologias digitais imperam nos meios de comunicação, a TV Cultura mantém seus equipamentos analógicos e obsoletos. Os atrasos nos pagamentos atingem até os fornecedores do restaurante dos funcionários e a caixa d'água do prédio da emissora está prestes a ruir, mas não há fundos para reparos. O orçamento ficou tão apertado, que não há nem verba para a compra de fitas. Algumas gravações tem sido feitas com fitas do arquivo, comprometendo o histórico da TV Cultura. A manutenção da TV Cultura é feita por duas vias: uma parte vem da publicidade dos programas - revertida para a Fundação padre Anchieta - e outra dos repasses por lei pelo governo do Estado. No entanto, o governo não tem cumprido a sua parte, nem após os cortes exigidos (e realizados) na emissora. A verba economizada com as demissões não foi devolvida e nem os recursos essenciais para custeio são transferidos. O apoio financeiro emergencial necessário não chega a R$20 milhões para garantir a sobrevivência da TV.