TV Cruzeiro: Confira na íntegra a entrevista do Presidente Zezé Perrella na Toca II
Da Toca II
Diogo Finelli
O Presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, concedeu uma longa entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, na Toca da Raposa II. O dirigente conversou com os jornalistas e analisou o momento da equipe no Campeonato Brasileiro. Perrella disse que teria uma conversa com todo o elenco cruzeirense e que, neste momento, é preciso ainda mais empenho de todos os atletas.
“O momento todos nós estamos vendo, o time não está correspondendo, caiu de maneira inexplicável, por mais que pese a falta de jogadores. Na verdade, o time deu uma caída preocupante. Vou conversar com os jogadores e vou cobrar, como sempre fiz. Podemos perder o jogo, mas perder brigando. No jogo contra o Santos, vi um time aguerrido, mas em alguns jogos senti o time meio apático. Cada jogador pode dar mais e nesse momento, que é ruim, é importante que estejamos unidos mais do que nunca para dar a volta por cima. Não tenho medo da segunda divisão, falo isso pelo grupo que temos. O título ficou difícil, não adianta sonhar, mas podemos ter uma boa classificação, pelo menos na Sul-Americana. É inadmissível um grupo como o do Cruzeiro estar onde está hoje. Futebol é confiança, mas, acima de tudo, precisamos de muita disposição, se doando ao máximo. Essa conversa vou ter cobrando. Quem quiser ficar para o ano que vem vai ter que mostrar que quer ficar.”, disse.
Questionado sobre o fato de estar dividindo o tempo entre as funções de Senador da República e Presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella destacou que isso não pode servir de motivo para a situação do time, e que isso não influencia.
“A minha condição de parlamentar prejudica um pouco, mas a mim, minha agenda. Não ao time. As pessoas falam que o Perrella é Senador e o Cruzeiro está perdendo, mas ninguém se lembra que em 2000 eu era deputado federal e o time foi campeão da Copa do Brasil. Não é o patrão de vocês (jornalistas) que está aqui fazendo entrevista. São vocês, se vocês são competentes. Me julgo bem representado pelos nossos diretores, que são competentes. Falo com eles o tempo todo. Você vê o Corinthians jogar aqui, mas não vejo o Andrés (Sanches). O São Paulo joga aqui, mas nunca vi o Juvenal Juvêncio aqui. Quem acompanha o time são os diretores. O fato de eu estar em Brasília não tem relação com o rendimento do time. Em 2000 ninguém me fez essa pergunta e eu era parlamentar. A situação não é essa, sempre que preciso estou aqui. Não é botar a barrida no alambrado que vai fazer com que as coisas mudem. Mas, na dificuldade, talvez minha presença possa ser importante, porque vou cobrar e vou cobrar forte. Nós temos comando, não estar aqui é algo que não me preocupa. Fico sabendo de tudo o que acontece aqui, converso até com os jogadores. A questão não é essa, é a bola que não está entrando”.
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