"Nenhum país da UE extreditou membros do PKK para a Turquia, apesar de classificá-lo como uma organização terrorista", afirmou Erdogan.
Em discurso neste sábado em Istambul, Erdogan disse que a Turquia quer mais apoio dos países ocidentais.
Nenhum país foi mencionado diretamente, mas Erdogan se referiu a divergências recentes com a Áustria sobre sua recusa em prender um alto integrante do PKK, que conseguiu embarcar em um avião para o norte do Iraque, disse a agência de notícias AFP.
Mais cedo, a Turquia manifestou insatisfação com propostas iraquianas para por fim a ataques do PKK em território turco à partir do Iraque.
As autoridades turcas enviaram reforços militares para a fronteira entre os dois países.
Em conversações na capital, Ancara, uma delegação iraquiana propôs o fechamento do que chamou de "bases ilegais", a adoção de medidas para impedir o envio de recursos para os combatentes do PKK e o uso de uma força multinacional para monitorar a fronteira.
Os representantes do Iraque disseram que suas propostas são práticas, realistas e viáveis, mas a Turquia afirmou que vai levar tempo demais para produzir resultados.
Acredita-se que o PKK, considerado uma organização "terrorista" também pelos Estados Unidos, tenha cerca de 3 mil rebeldes baseados em território iraquiano.
Erdogan deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em Washington, no dia 5 de novembro.