Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Turquia não pagou resgate ao EI, afirma presidente Erdogan

Domingo, 21 de Setembro de 2014 às 09:23, por: CdB
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Mais de 70 mil refugiados cruzaram a fronteira com a Turquia nas últimas 48 horas
Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan afirmou, neste domingo, que nenhum resgate foi pago pela libertação de reféns turcos mantidos pelo Estado Islâmico (EI) no Iraque e que isso foi resultado de negociações diplomáticas e políticas. Agentes da inteligência turca levaram 46 reféns sequestrados por militantes do Estado Islâmicos no norte do Iraque de volta à Turquia no sábado após mais de três meses, no que Erdogan descreveu como uma operação de resgate secreta. – Uma negociação material está totalmente descartada...Esse é um sucesso diplomático – disse ele antes de viajar para a Assembléia Geral da ONU. Os reféns, incluindo o cônsul-geral da Turquia, filhos de diplomatas e soldados de forças especiais, foram sequestrados no consulado turco em Mosul em 11 de junho durante avanço dos insurgentes sunitas. Flagelo humano Mais de 70 mil refugiados - a maioria curdos sírios - atravessaram a fronteira da Síria com a Turquia nas últimas 48 horas, na tentativa de escapar do avanço do EI, segundo autoridades. Em um gesto humanitário, a Turquia abriu a fronteira na sexta-feira para os sírios que fugiam da cidade curda de Kobane, temendo um ataque do EI (anteriormente conhecido como Isis). Ativistas dizem que cerca de 300 combatentes curdos foram da Turquia para o norte da Síria para ajudar a defender a cidade. O EI controla grandes partes da Síria e do Iraque e tomou controle de dezenas de vilarejos ao redor de Kobane, que também é chamada de Ayn Al-Arab. A Turquia - que faz fronteira com o Iraque e com a Síria - recebeu mais de 847 mil refugiados desde o início dos protestos contra o presidente sírio Bashar Al-Assad há três anos. Mas o fluxo de pessoas que atravessaram a fronteira aumentou dramaticamente nas últimas 48 horas. – O número de curdos sírios que entraram na Turquia excedeu os 60 mil – disse o vice-primeiro-ministro turco Numan Kurtulmus, neste sábado. Ele falava da província de Sanliurfa, no sul da Turquia, onde muitos dos refugiados buscaram abrigo. Um funcionário do governo turco, no entanto, disse a correspondentes de guerra que o número chega a 66 mil.
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