Mais de 60 mil pessoas foram presas, removidas ou suspensas de suas funções por suspeitas de ligação com a tentativa de golpe
Por Redação, com agências internacionais - de Ancara
A Turquia libertou neste sábado mais de 750 soldados que foram detidos após uma tentativa de golpe frustrada, noticiou a mídia estatal, enquanto o presidente Tayyip Erdogan disse que retiraria os processos judiciais contra aqueles que o insultaram, num gesto de "união".
O golpe frustrado na Turquia teve como consequência o recrudescimento do governo atual
Mais de 60 mil pessoas foram presas, removidas ou suspensas de suas funções por suspeitas de ligação com a tentativa de golpe, no qual tanques, helicópteros e caças foram mobilizados na tentativa de derrubar o governo.
Os aliados ocidentais da Turquia condenaram o golpe, durante o qual Erdogan disse que 237 pessoas morreram e mais de 2.100 ficaram feridas, mas foram surpreendidos pelo tamanho da repressão subsequente.
A agência de notícias estatal Anadolu noticiou que 758 soldados foram libertados sob a recomendação de procuradores, após terem prestado depoimento. Um juiz concordou com a medida, alegando que as detenções era desnecessárias, segundo a Anadolu. Outros 231 soldados continuam sob custódia, disse a agência.
Turquia versus Curdistão
Ainda neste sábado, em Diyarbakir, no oeste do país, o exército turco matou 35 militantes curdos depois de uma tentativa de invasão a uma base militar na província de Hakkari, no sudeste do país, nas primeiras horas deste sábado, disseram oficiais das Forças Armadas.
O ataque durante à noite ocorreu horas depois de confrontos no distrito de Cukurca, em Hakkari, entre soldados e militantes do Partido dos Trabalhadores Curdo (PKK), em que oito soldados morreram, segundo os oficiais.
Os militantes tentaram tomar a base com três grupos separados, mas foram avistados por patrulhas de reconhecimento aéreo. Uma missão aérea foi então acionada, matando 23 militantes, disseram os oficiais.
Outros quatro militantes foram mortos em uma operação terrestre, afirmaram os militares. Os oito mortos restantes foram alvejados em confrontos no distrito de Cukurca.
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