Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Turquia autoriza EUA a usar bases aéreas na campanha contra o Estado Islâmico

A Turquia concedeu aos Estados Unidos acesso às suas bases aéreas para o combate ao grupo extremista "Estado Islâmico" (EI), disse um alto funcionário da Defesa norte-americana. Entre as bases, está a de Incirlik, uma instalação-chave perto da fronteira com a Síria.

Segunda, 13 de Outubro de 2014 às 08:28, por: CdB
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Fumaça na cidade síria de Kobane, na fronteira com a Turquia, após ataque aéreo dos EUA em 8 de outubro
A Turquia concedeu aos Estados Unidos acesso às suas bases aéreas para o combate ao grupo extremista "Estado Islâmico" (EI), disse um alto funcionário da Defesa norte-americana. Entre as bases, está a de Incirlik, uma instalação-chave perto da fronteira com a Síria. "Os detalhes da utilização (das bases turcas) ainda estão sendo acertados", afirmou o alto funcionário à agência de notícias AFP. A medida foi anunciada em meio à crescente pressão internacional sobre a Turquia, para que o país intervenha e defenda Kobane – cidade fronteiriça na Síria, de maioria curda. Numa conversa ao telefone com o ministro da Defesa da Turquia, Ismet Yilmaz, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, agradeceu à Turquia por sua "disposição para contribuir com os esforços da coalizão (internacional)", disse seu porta-voz. No início deste mês, o Parlamento turco deu luz verde para que o governo do país agisse militarmente contra o EI na Síria e no Iraque, mas o Exército ainda não foi empregado. Diante das crescentes críticas à não intervenção da Turquia em Kobane, os EUA anunciaram na última sexta-feira "progresso" na pressão sobre a Turquia para participar da luta contra o grupo extremista. Na conversa com Yilmaz, Hagel também destacou a disponibilidade da Turquia para treinar membros moderados da oposição síria. "Ambos os líderes enfatizaram a necessidade de continuar com uma abordagem estratégica e abrangente diante da ameaça representada pelo EI e outros grupos extremistas", disse o Pentágono em comunicado. "Ambos também concordaram que o regime de Bashar al-Assad (líder da Síria), através de da própria brutalidade, promoveu a crise atual." Bases no Oriente Médio Há muito tempo a Força Aérea dos Estados Unidos usa a base de Incirlik, no sul da Turquia, onde o país tem 1.500 soldados. Mas, até agora, os aviões americanos para bombardeamento estavam decolando das bases de Al-Dhafra (Emirados Árabes Unidos), Ali al-Salem (Kuwait) e Al-Udeid (Catar), no qual está também o centro operacional aéreo dos Estados Unidos, que cobre 20 países da região. Desde o ano passado, há também aviões norte-americanos F-16 estacionados na Jordânia, e o Pentágono tem acordos com Omã para a utilização das bases militares. Os Estados Unidos também podem usar a base de Diego Garcia, um território britânico no Oceano Índico, para os seus aviões B-52, B-1 e B-2. Ataque suicida Um homem-bomba do Estado Islâmico detonou um caminhão repleto de explosivos na cidade curda de Kobani, que está situada e fica perto da fronteira da Síria com a Turquia, disseram um grupo de monitoramento e fontes curdas. O ataque aconteceu em um distrito ao norte de Kobani, cidade que tem sido palco de pesados confrontos entre forças curdas e combatentes do Estado Islâmico. Idris Nassan, um oficial curdo em Kobani, disse que dois combatentes curdos ficaram feridos por conta do ataque suicida, o qual, aparentemente, buscava abrir caminho para combatentes do EIIL avançarem na cidade. - Eles tentaram avançar em direção ao cruzamento (da fronteira), mas a milícia curda os repeliu… e eles não conseguiram ir adiante - disse Nassan à agência inglesa de notícias Reuters. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo que monitora o conflito, relatou mais confrontos nesta segunda-feira dentro da cidade, onde ataques aéreos liderados pelos EUA até agora fracassaram em conter o avanço dos militantes.  
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