Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Turquia ainda busca envolvidos em golpe

Forças de segurança da Turquia ainda buscavam alguns dos soldados envolvidos em uma tentativa fracassa de golpe em diversas

Segunda, 18 de Julho de 2016 às 08:15, por: CdB

Algumas autoridades militares de altas patentes envolvidas na tentativa de golpe fugiram do país, acrescentou a autoridade

  Por Redação, com agências internacionais - de Istambul:   Forças de segurança da Turquia ainda buscavam alguns dos soldados envolvidos em uma tentativa fracassa de golpe em diversas cidades e áreas rurais, mas não há risco de um novo movimento para tomada de poder, disse uma autoridade sênior de segurança nesta segunda-feira.
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Policial ao lado de carro destruído em Ancara
O comando militar da Turquia sofreu "um duro golpe em termos de organização" devido ao movimento da semana passada, mas ainda está funcionando em coordenação com a agência de inteligência, polícia e governo, disse a autoridade à agência inglesa de notícias Reuters. Algumas autoridades militares de altas patentes envolvidas na tentativa de golpe fugiram do país, acrescentou a autoridade.

Documentos

A Turquia possui documentos que detalham os responsáveis pela tentativa fracassada de golpe que tentou derrubar o governo durante o fim de semana, disse nesta segunda-feira o primeiro-ministro Binali Yildirim. Os organizadores da tentativa de golpe possuíam planos detalhados de quem ficaria com cargos ministeriais e quem iria agir como chefe da lei marcial, disse Yildirim em declaração após encontro de gabinete. Ele também disse que investigações estão em andamento e detenções dentro das forças de segurança irão continuar. A Turquia removeu 8 mil policiais em todo o país, incluindo Istambul e na capital, Ancara, por supostas ligações com a tentativa de golpe fracassada de sexta-feira, disse à Reuters nesta segunda-feira uma autoridade sênior de segurança. A ação ocorre dias após uma tentativa fracassada de golpe, que o governo atribui a um "Estado paralelo" liderado pelo clérigo islâmico autoexilado Fethullah Gulen.

Homem é morto

Um homem que vestia uniforme militar foi morto pela polícia turca depois que abriu fogo diante do tribunal de Ancara nesta segunda-feira. O incidente ocorreu no tribunal, no momento em que 27 generais e almirantes detidos pelo golpe prestavam depoimento, entre eles Akin Ozturk, considerado um dos principais estrategistas da tentativa de assumir o poder. Ele foi comandante da Força Aérea turca de 2013 a 2015 e é próximo do clérigo islâmico Fethullah Gullen, que vive em exílio nos Estados Unidos e teria ajudado a articular o golpe. De acordo com a imprensa turca, os 27 oficiais detidos representam quase um terço dos generais do país. Além deles, o governo de Erdogan suspendeu o mandato de 30 prefeitos, do total de 81. Também hoje o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, informou que subiu para 313 o número de mortos e para 1.491 o de feridos nos combates relacionados à tentativa de golpe. Destas vítimas, 146 eram civis, 60 atuam como policiais, três eram soldados e 104 faziam parte dos militares golpistas. Já as pessoas presas por ligação com a tentativa de golpe são 7.543, sendo 6.030 militares.

Avião de Erdogan

No curso da tentativa de derrubada do presidente turco Tayyip Erdogan, os rebeldes que pilotavam dois aviões F-16 chegaram a ter o avião de Erdogan em sua alça de mira. Mas nenhum disparo foi efetuado. O presidente turco voltava para Istambul depois de passar o feriado em um resort em Marmaris, na costa turca, quando militares lançaram a tentativa de golpe na última sexta-feira à noite, fechando uma ponte sobre o Estreito de Bósforo, tentando capturar o principal aeroporto de Istambul e enviando tanques ao Parlamento em Ancara. – Pelo menos dois F-16s assediaram o avião de Erdogan enquanto ele estava no ar e em rota para Istambul. Eles chegaram a apontar suas miras para o avião e para outros dois caças que o protegiam – disse à Reuters um ex-oficial militar com conhecimento dos eventos. – Porque eles não dispararam é um mistério – disse ele. Caso Erdogan, que governa o país de cerca de 80 milhões de pessoas desde 2003, fosse mesmo deposto o episódio poderia colocar a Turquia em um grande conflito interno e marcar mais uma mudança sísmica no Oriente Médio, cinco anos após os levantes árabes que mergulharam sua vizinha Síria em guerra civil. Um oficial turco de alto escalão confirmou à Reuters que o jato executivo de Erdogan havia sido seguido desde o aeroporto em Marmaris por dois caças F-16 comandados pelos golpistas, mas que o presidente conseguiu chegar a Istambul com segurança. Um segundo funcionário do alto escalão militar também disse que o jato presidencial chegou a ficar "em apuros no ar", mas não deu detalhes.      
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