Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Turistas ingleses vão parar em presídio suspeitos de vender ingressos da Copa

Dois turistas ingleses presos pela Polícia Civil foram encaminhados, por determinação da Justiça, à Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Desmond Lacon e Roger Leigh foram detidos em um hotel da Zona Sul da cidade, com 30 ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Terça, 24 de Junho de 2014 às 09:32, por: CdB
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Segundo a Polícia Civil, os ingleses tentavam vender os ingressos
Dois turistas ingleses presos  pela Polícia Civil foram encaminhados, por determinação da Justiça, à Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Desmond Lacon e Roger Leigh foram detidos em um hotel da Zona Sul da cidade, com 30 ingressos para jogos da Copa do Mundo. Segundo a Polícia Civil, os ingleses tentavam vender os ingressos. Eles também estavam com R$ 3 mil, 425 libras e US$ 1 mil. Eles foram autuados em flagrante por cambismo (venda ilegal de ingressos) e associação criminosa, pela Delegacia de Atendimento ao Turista. O encaminhamento dos ingleses ao presídio difere do tratamento que a Polícia Civil vem dando aos cambistas, que geralmente são apenas autuados e liberados pelos delegados.

Ações em dias de jogos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou ações durante a Copa do Mundo. Nos dias de jogos no Maracanã, a população contou com atendimento na delegacia móvel, além do reforço na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) que irá se estender durante todo o Mundial. Doada pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, a unidade móvel conta com sistema de captação de energia, gerador, gabinete para o delegado, cinco estações de trabalho, cela para dois presos, ar-condicionado e um alojamento. Com capacidade para atender até cinco pessoas ao mesmo tempo, o espaço tem ainda bancadas equipadas com computadores com acesso à Internet. A equipe de plantão é formada por inspetores para o atendimento inicial, papiloscopistas do Instituto Félix Pacheco, além de peritos legistas e de química. - No local, podem ser feitos registros de ocorrência como, por exemplo, perda de documentos. Queremos evitar o deslocamento das pessoas e das forças policiais até uma delegacia - explicou o subchefe Operacional da Polícia Civil, delegado Fernando Albuquerque. A Polícia Civil reforçou também o atendimento na Deat. Cerca de 470 policiais civis a mais foram colocados à disposição, sendo 156 proficientes em outros idiomas. Duas projeções de unidades policiais, uma no Aeroporto Santos Dumont e outra no Maracanã, têm capacidade para realizar registros de ocorrência, iniciar inquéritos policiais e lavrar auto de prisão.

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