Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Turbulência nos indicadores econômicos está ligada ao carnaval, diz Levy

Sexta, 20 de Fevereiro de 2004 às 14:22, por: CdB

O Secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, atribuiu à proximidade do carnaval as turbulências nos índices da economia nesta sexta-feira. "Não saberia avaliar a proporção da influência dessas festividades, mas seria um fato a considerar", disse Levy ao afirmar que é normal, no feriado prolongado de carnaval, que o mercado se proteja.

Perguntado sobre a influência, nos números, dos últimos acontecimentos na área política, envolvendo o ex-assessor parlamentar, Waldomiro Diniz, o secretário evitou comentários. "Essa é uma questão que está acima da minha capacidade de avaliação", disse, acrescentando que "é difícil fazer um julgamento antes do carnaval. Está todo mundo na expectativa. Vamos ver, quando voltarmos, como é que as coisas vão estar".

Levy afirmou que o governo está tranqüilo quanto à condução da política econômica. "A escolha das políticas econômicas e sociais estão feitas e este é o norte do governo. Não há motivo de preocupação excessiva".

Pela manhã o dólar chegou a ultrapassar os R$ 3,00, o Ibovespa caiu 4% e o risco-país, que mede a confiança dos investidores no país, passou dos 600 pontos. À tarde, os números já haviam melhorado. "O risco-Brasil subir e descer é normal", comentou Levy.

O secretário fez um balanço do resultado das contas do Governo Central e da visita da missão do Fundo Monetário Internacional ao país. "O governo vai continuar a sua agenda", disse o secretário, ao apelar para a confiança dos investidores. "Se eu tivesse dinheiro hoje, eu investiria no Brasil". O governo, segundo Levy, vai continuar com as metas para este ano, de organizar a produção e promover investimento em infra-estrutura.

O superávit primário (receita menos despesas, exceto pagamento de juros) do Governo Central foi de R$ 7,0 bilhões em janeiro, correspondente a 5,28% do Produto Interno Bruto, contra R$ 7,2 bilhões de janeiro de 2003.

O Tesouro Nacional contribuiu para o resultado de janeiro com superávit de R$ 10,2 bilhões. Por outro lado, a Previdência Social foi deficitária em R$ 3,2 bilhões. O Banco Central também teve resultado negativo, de R$ 3,8 milhões.

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