Tunísia prende suspeitos da Al Qaeda com bombas
Por Tarek Amara
TÚNIS (Reuters) - Forças de seguranças da Tunísia prenderam neste domingo duas pessoas suspeitas de serem membros da Al Qaeda, carregando um cinto de explosivos e várias bombas e que levaram as autoridades até um esconderijo de armas nas montanhas.
Os homens, supostamente membros da Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM), foram presos perto de Ramada, no sul do país, disse uma fonte do serviço de segurança à Reuters.
Autoridades árabes e ocidentais alertaram que a Al Qaeda pode estar explorando o conflito líbio para adquirir armas e contrabandeá-las para outros países.
Os homens estavam com identidades afegãs e eram de origem líbia e argelina, disse a fonte à Reuters, acrescentando que eles também estariam ligados a dois homens presos na Tunísia na semana passada.
Um dos homens lançou um artefato explosivo contra os policiais que estavam tentando prendê-lo, mas ele não explodiu, disse a fonte.
O Ministério do Interior confirmou que dois homens haviam sido presos, mas não deu detalhes sobre para quem eles estariam trabalhando.
O interrogatório dos homens levou à descoberta de um depósito de armas, escondido no sul da Tunísia, disse o ministério em um comunicado. O estoque incluía rifles Kalashikov, uma bomba e munição, segundo o comunicado.
O AQIM é um dos maiores braços regionais da Al Qaeda e também sequestrou diversos ocidentais nos últimos anos, incluindo dois turistas austríacos que foram libertados em 2008 depois de serem capturados NO Mali e ficarem presos por oito meses.
Uma alta autoridade de segurança da Argélia disse à Reuters no mês passado que havia sinais que a Al Qaeda estava trabalhando para conseguir armas e contrabandeá-las para uma fortaleza ao norte de Mali.
Autoridades tunisianas pediram ao povo que relate qualquer atividade suspeita e fez um alerta para que não abriguem estrangeiros que possam ameaçar a segurança nacional.
O país norte-africano, que é um importante destino para imigrantes líbios que estão fugindo do conflito, aumentou a segurança na sua fronteira com a Líbia desde o inicio dos distúrbios, revistando carros e interrogando as pessoas que tentam atravessar a fronteira.
Reuters