Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Tunísia diz que a Al Qaeda continua recrutando membros na Europa

As autoridades tunisianas disseram que a Al Qaeda, de Osama Bin Laden, continua recrutando exilados nos meios fundamentalistas na Europa, com o intuito de criar células de apoio "dormentes" destinadas a financiar e a cometer atos terroristas. (Leia Mais)

Quinta, 01 de Abril de 2004 às 11:31, por: CdB

As autoridades tunisianas disseram que a Al Qaeda, de Osama Bin Laden, continua recrutando exilados nos meios fundamentalistas na Europa, com o intuito de criar células de apoio "dormentes" destinadas a financiar e a cometer atos terroristas.

Segundo o Ministério do Interior, não causou surpresa o anúncio feito em Madri de que o suposto terrorista islâmico Serhane Ben Abdelmajid, conhecido como "Serhan, o Tunisiano", foi supostamente o coordenador dos atentados de 11 de março.

A maioria dos tunisianos filiados à rede de Bin Laden militam em uma organização chamada Yamaa Wa Sunnah (os partidários do fundamentalismo e da tradição), que ficou conhecida na Itália há vários anos por ter formado um núcleo de ativistas na cidade de Milão.

Em janeiro de 2002, o tribunal militar da Tunísia julgou 34 membros dessa organização (3 detidos e 31 em paradeiro desconhecido) que recrutaram dezenas de compatriotas para serem treinados militarmente no Afeganistão e em regiões tribais do Paquistão, segundo a acusação.

O chefe desse grupo, Jaber Trabelsi, detido na Tunísia, foi condenado a oito anos de prisão depois que admitiu ter mantido contato com a rede de Bin Laden.

A polícia italiana deteve posteriormente o tunisiano Sami Essid Ben Jemais como principal representante da Al Qaeda na Europa, relacionando-o com uma tentativa frustada de atentado terrorista contra a embaixada americana em Roma.

Jemais também figurava nos registros da polícia alemã por seu envolvimento na falsificação de passaportes e outros documentos.

A Al Qaeda reivindicou o atentado terrorista contra a sinagoga da ilha tunisiana de Yerba em abril de 2002, o qual deixou 19 mortos, entre eles, 14 turistas alemães.

O atentado foi perpetrado por um grupo autodenominado "Exército de Libertação dos Lugares Santos", do qual não se têm detalhes quanto ao número de membros.

Segundo se soube posteriormente, o grupo era comandado por um egípcio chamado Sobhi Al Sitta, também conhecido por seu nome de guerra Abu Hafas Al Masri, ligado aos atentados cometidos em agosto de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.

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