Os bens pessoais do traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, apreendidos na Operação Farrapos da Polícia Federal, voltarão a ser vendidos apenas às 12h de quarta-feira. No primeiro dia de funcionamento do bazar, no Jockey Club de São Paulo, a grande procura pelos produtos causou tumulto nesta terça-feira e os organizadores suspenderam as vendas às 14h – o bazar foi aberto às 12h e funcionaria até as 20h.
Parte do dinheiro arrecadado com as vendas será revertida para instituições beneficentes, como Fundação Julita; Instituição Beneficente Israelita Ten Yad; Asilo São Vicente de Paulo; Casa do Cristo Redentor; Fraternidade Irmã Clara e Projeto de Incentivo à Vida.
O bazar está programado para ocorrer até domingo. No entanto, os organizadores disseram acreditar que até lá não haverá mais o que vender. Além de produtos como eletrodomésticos, objetos de decoração e roupas, dois veículos estão à venda: um Ford Rural Willis e um Jeep Willys Overland. Na sexta-feira haverá leilão a partir das 20h para bens de maior valor, como relógios, canetas e bicicletas.
Onze carros, de modelos como Xsara Picasso e Renault Scénic, que pertenciam ao traficante, já foram destinados a entidades assistenciais, como o Asilo São Vicente de Paulo e Fraternidade Irmã Clara. Outros cinco carros de luxo serão leiloados eletronicamente em duas sessões, nos dias 28 de abril e 9 de maio.
À Polícia Federal foi destinado um carro Hyundai Tucson, para execução de trabalhos de segurança e investigação. O juiz Fausto Martin de Sanctis, que condenou o traficante a 30 anos de reclusão, também determinou que R$ 1,6 milhão encontrados nos pertences de Abadía fossem destinados à Superintendência da Polícia Federal Regional de São Paulo, para aprimoramento de seu sistema de segurança.
Tumulto interrompe venda de bens pessoais do traficante Abadía
Terça, 08 de Abril de 2008 às 14:13, por: CdB