A polícia israelense investiga a profanação dos túmulos do ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin e de sua viúva, em meio a denúncias de legisladores de esquerda de que ultranacionalistas contrários ao plano de retirada de Gaza estariam por trás do ocorrido.
Autoridades disseram nesta segunda-feira que, durante o final de semana, vândalos escreveram "cachorro assassino" em hebraico no túmulo de Rabin - assassinado em 1995 por um judeu de extrema direita enfurecido com os acordos de paz selados com os palestinos. O nome da mulher de Rabin, Leah, morta de câncer em 2000, foi riscado em seu túmulo.
A profanação dos túmulos provocou mais temores israelenses sobre disputas internas envolvendo a retirada planejada da Faixa de Gaza. Parlamentares de esquerda sugeriram que ultranacionalistas judeus que se opõem ao plano de Gaza do premiê Ariel Sharon estão ampliando seus protestos e a situação poderá virar uma carnificina.
- Não estamos lidando com os responsáveis pelo crime anterior, mas com os responsáveis pelo próximo - disse ao Jerusalem Post Ran Cohen, do partido de esquerda Yahad, referindo-se às preocupações de que Sharon possa também virar alvo.
Pesquisas mostram que a maioria dos israelenses apóia o plano de Sharon de retirar todos os 21 assentamentos judaicos de Gaza e quatro dos 120 da Cisjordânia a partir de julho.