O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, lembrou nesta quinta-feira que o ministro da Justiça, Tarso Genro, estabeleceu prazo até sexta-feira para a entrega de todos os documentos necessários para dar inicio ao procedimento de extradição de Salvatore Cacciola, ex-dono do banco Marka.
— Acho que hoje à noite já conseguiremos enviar tudo. Obviamente, depois de iniciado esse procedimento, as autoridades de Mônaco [onde Cacciola está preso] podem solicitar outros documentos. Isso faz parte porque é um processo, são várias as fases — ressaltou Tuma Júnior.
Sobre o encontro que Tarso terá com o diretor-geral da Justiça de Mônaco, Philipp Narminau, o secretário disse que ele é importante para demonstrar o interesse do Estado brasileiro no processo de extradição de Cacciola, para que ele cumpra a pena no Brasil.
Na ocasião, o ministro vai apresentar a Narminau um resumo dos trechos mais importantes das 552 páginas da sentença de condenação do ex-banqueiro.
O escândalo envolvendo Cacciola começou em 1999, quando o país viveu uma maxidesvalorização cambial. À época, Banco Central (BC) socorreu os bancos Marka e FonteCindam com R$ 1,6 bilhão, sob a justificativa de que a liquidação dessas instituições geraria uma crise no sistema financeiro nacional.
Tuma Júnior pode encaminhar ao ministro da Justiça documentos sobre Cacciola
Quinta, 20 de Setembro de 2007 às 16:14, por: CdB